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Luisão 50 anos: ex-jogadores e torcedores relembram jogos históricos

Vitória contra o Corinthians de Neto, goleada contra o Guarani e briga entre as torcidas do Sãocarlense e da Ponte Preta marcaram o estádio na década de 90

| ACidadeON/São Carlos

O estádio Professor Luís Augusto de Oliveira completa 50 anos neste sábado (3). Foto: Fundação Pró-Memória de São Carlos
 

Neste sábado (3), o Estádio Municipal Professor Luís Augusto de Oliveira, o Luisão, completa 50 anos do dia de sua inauguração, em 1968. Estabelecido na Rua Desembargador Júlio de Faria, no bairro Boa Vista, o local foi palco de grandes jogos, onde atuaram atletas renomados como Leão, Neto, Luís Pereira, Zetti, Viola, Giovanni, Sócrates, entre outros.  

O Luisão, que é mantido com recursos da Prefeitura de São Carlos, atualmente é utilizado para os jogos do Grêmio Sãocarlense e do São Carlos Futebol Clube. Além disso, também recebe as finais dos campeonatos amadores da cidade.  

Campo Municipal Boa Vista  

Na década de 50, antes da construção do estádio, o local já respirava futebol. Em um campinho de terra batida, conhecido como "Campo Municipal Boa Vista", que era cercado por árvores e eucaliptos, alguns clubes usavam a área para disputar amistosos e jogos de várzea.  

A população acompanhava as partidas de um barranco que ficava entre as ruas Benjamin Constant e Antônio Botelho. O primeiro gramado foi instalado em 1956 e o local passou a se chamar Praça de Esportes Professor Luís Augusto de Oliveira. Para a estreia, foi realizado um jogo entre o Estrela da Bela Vista contra o Corinthians. O primeiro gol do novo campo foi anotado por Luizinho e o confronto terminou com uma goleada dos visitantes da capital por 5 a 0.  

Por fim, no dia 3 de novembro de 1968, o Luisão foi inaugurado. Os primeiros a pisarem no gramado foram os jogadores da Seleção Amadora de São Carlos, que bateram o time do AA Itapuí por 5 a 0. O primeiro gol foi anotado por Talin. No entanto, no mesmo dia também recebeu um amistoso entre São Paulo e Palmeiras, que terminou com vitória do tricolor paulista por 3 a 2. O resultado acabou com a invencibilidade de 22 jogos do Palmeiras.  

Grêmio Sãocarlense e o apogeu do Luisão  

No dia 19 de março de 1976, O Grêmio Esportivo Sãocarlense foi fundado, sucedendo o Madrugada Esporte Clube, que havia sido criado em 17 de janeiro de 1974 e chegou a disputar a terceira divisão em 1975.  

Com um começo marcado por dificuldades financeiras e times modestos nos primeiros anos, o clube começou a ganhar respeito na década de 80. "No ano de 1985, a prefeitura fez uma boa intervenção, onde colocou toda a infraestrutura de vestiários e alojamentos. Os jogadores passaram a morar no alojamento. Era uma situação bem diferenciada, nós éramos conhecidos como os atletas da cidade de São Carlos", disse o ex-goleiro do Lobão e atual Secretário de Esportes de São Carlos, Edson Ferraz.  

A partir de então, com uma estrutura um pouco melhor, a equipe passou a formar bons times e incomodar na segunda divisão do Campeonato Paulista. Em 1988, o goleiro titular da equipe era Itamar Barbosa, que afirmou nunca ter sido derrotado atuando pelo Sãocarlense no Luisão. "Eu tive o privilégio de nunca ter perdido um jogo dentro do estádio do Luisão com a camisa do Grêmio. Eu morei em Taquaritinga, Sertãozinho, Barretos, morei em Itápolis, gosto de todas, mas São Carlos é a minha favorita. Pela sorte que eu tive de não perder nenhum jogo, para mim isso foi uma coisa inédita nos clubes que eu passei e isso me marcou muito", disse Itamar.   

Itamar Barbosa no tempo que era o goleiro do Sãocarlense. Foto: arquivo pessoal

Por conta da grande amizade com o seu reserva de posição, no dia 18 de agosto daquele ano, em um jogo amistoso contra o Palmeiras, Itamar fingiu um mal-estar para que o Edson Ferraz pudesse ter a experiência de enfrentar o gigante da capital. "Teve um jogo contra o Palmeiras, que estava com sua equipe principal, e o Luisão estava lotado. Eu era reserva e o Itamar, que era o titular, disse assim: Eu vou jogar um tempo e o segundo tempo eu vou sair. Eu era menino ainda, tinha 20 e poucos anos, então eu tinha uma curiosidade de jogar contra os grandes clubes. Tinha o Leão, que jogava na Seleção Brasileira, o Luís Pereira, que jogava na Seleção Brasileira, vários jogadores de renome. E eu entrei no jogo. Acho que o jogo, se não me engano, foi 1 a 1 ou 2 a 1 para o Palmeiras, mas foi um jogo muito marcante", contou Edson Ferraz.  

Na segunda divisão do Campeonato Paulista de 1988, a equipe do Sãocarlense chegou ao quadrangular final sem chances de subir de divisão ou disputar o título. Com a família morando em Taquaritinga na época, Itamar resolveu pedir dispensa do último jogo. "Um dos jogos que me marcou muito foi um jogo em 88 contra o Barretos. Eu pedi para o presidente para não participar desse jogo, porque eu queria ir embora. Eles não concordaram com a minha ideia e pediram para mim jogar. Se o Barretos ganhasse de nós, eles garantiam o lugar na primeira divisão", explicou Itamar.  

"Sabe aquele dia que a bola não quer entrar? O Barretos chutava do início ao final. Quando não ia na trave, eu pegava, quando batia na trave, voltava na minha mão. Os caras chegavam na minha frente, eles chutavam e eu defendia. O Barretos fez as três substituições, os caras entravam me oferecendo dinheiro. Falavam: O presidente está mandando você tomar um gol que tem R$ 50 mil. Aquele clima tenso, adrenalina a mil, estádio lotado. Adivinha quanto foi o jogo: 0 a 0. A torcida entrou e me tomou camisa, luva, chuteira, calção, e eu saí só com a sunga", concluiu Itamar, que, por conta das defesas, foi contratado pela equipe do Barretos no ano seguinte.    


Itamar Barbosa "fechando" o gol do Sãocarlense. Foto: arquivo pessoal

Título e vitórias contra gigantes do futebol  

Apesar de ter perdido o "paredão" no gol, o time do Sãocarlense montou uma equipe forte para a temporada de 1989. Para a zaga, a equipe foi buscar o zagueiro Darcy Marques Júnior, que saiu do Corinthians, onde foi campeão do épico título Paulista, em 1977, que findou o jejum de títulos de 22 anos do "time do povo". Ele foi contratado para ficar apenas um ano, mas permaneceu por três como jogador, onde se aposentou. Além disso, também atuou como gerente de futebol da equipe e lembra com carinho do tempo em que era o "xerifão" do Sãocarlense, que vivia seus tempos de ouro.  

"Eu tive muitos momentos especiais. Eu tive três acessos consecutivos, mas acho que em 89 foi o mais importante. Nós fomos campeões em São Carlos em um jogo muito tumultuado. A gente estava perdendo para o União Barbarense embaixo de uma chuva violenta, a bola não rolava mais de tanta água que estava no Luisão. Por fim, nosso atacante Roberto Biônico fez o gol, empatou o jogo e nós fomos campeões. Esse jogo foi o jogo mais importante que nós tivemos, na minha opinião", explicou o ex-zagueiro. Com esse título, o Sãocarlense subiu para a Divisão Especial do Campeonato Paulista de 1990, o que hoje é a Série A2. Veja o vídeo do gol:


Questionado sobre como era receber as grandes equipes do futebol brasileiro em São Carlos, Darcy explicou que o time da cidade era respeitado e sair do Luisão com uma vitória não era fácil.  

"Nós ganhamos do Vasco da Gama. Eu marquei o Sorato, era um jogador que jogou no Palmeiras, um atacante rápido. O time do Sãocarlense era muito experiente, a maioria tinha jogado em time grande, então quando a gente ia jogar contra esses clubes, independente de quem era, o Sãocarlense impunha respeito. Éramos muito fortes, era um time muito bom. Eles não botavam muita banca para cima da gente não", afirmou Darcy sobre o jogo realizado no dia primeiro de julho de 1990, que terminou com a vitória do Sãocarlense por 3 a 2 sobre o time carioca.  

O Lobão também foi uma "pedra no sapato" das grandes equipes do estado de São Paulo. No dia 23 de maio de 1990, o zagueiro reencontrou os antigos companheiros do "Poderoso Timão". "Nós ganhamos de 2 a 1. O Neto jogou e teve um episódio que o Pinheirense, o nosso zagueiro, deu um pontapé no Neto, que ficou muito nervoso e saiu xingando ele para toda a imprensa", lembrou Darcy.  

O jornalista Zaqueu Mendes, que atuava pela Rádio Realidade de São Carlos, contou que dois jogos contra as equipes de Campinas marcaram sua carreira como repórter de campo. "No Paulistão, da primeira divisão de 92, foram jogos contra times grandes. Os grandes de São Paulo vieram aqui em São Carlos: Santos, Palmeiras, Corinthians e São Paulo. Nós tivemos um jogo, em uma quarta-feira à noite, contra o Guarani, de Campinas. E o Guarani, para você ter uma ideia, tinha, em suas fileiras do time, o atacante Luizão, tinha Edílson, ex-Corinthians, ex-Palmeiras. E o técnico do Guarani era o Nelsinho Baptista, ele dirigiu os quatro grandes de São Paulo. O Grêmio ganhou por 5 a 2 e após o jogo o Nelsinho Baptista foi demitido por conta da derrota para o Grêmio Sãocarlense. O Grêmio tinha perdido por 3 a 0 no jogo de ida contra o Guarani e aqui ganhou por 5 a 2. A gente ficou contente, foi uma lavada de alma e deu o troco contra um time grande que era o Guarani. O Grêmio era, realmente, a alegria maior do futebol de São Carlos até 2003. Mesmo quando estava na terceira divisão, o torcedor gostava muito dele", afirmou Zaqueu.  

Invasão de campo e briga de torcida em jogo contra a Ponte Preta  

Um ano antes, em um jogo entre o Grêmio Sãocarlense e Ponte Preta, pela Série B do Campeonato Paulista, um gol anulado pelo juiz provocou uma briga entre os torcedores e a invasão do gramado.  

"Nesse Paulistão, de grande só tinha o São Paulo, que estava na Série B naquele ano. O Grêmio jogou o Paulistão com os grandes em 92, no ano seguinte. Mas em 91, nós recebemos aqui a Ponte Preta, era turno e returno. Era uma quarta-feira à noite e houve briga de torcedores. A Ponte estava com mais torcida aqui no campo, embora fosse a visitante. E um gol, se eu não estiver enganado, do Marco Antônio, do Sãocarlense, de cabeça, o juiz anulou. Então os torcedores se pegaram e, no final do jogo, a maior parte invadiu o gramado. O alambrado era pequeno, bem perto da arquibancada, e sobrou para a imprensa também. Eles [torcedores da Ponte Preta] são muito violentos, precisou vir reforço de polícia naquela noite. Os veículos do lado de fora do estádio, que estavam estacionados, foram apedrejados, tombados. Um quebra-quebra total, muita polícia, gente machucada de ambas as partes da torcida", explicou o jornalista, que atualmente apresenta um programa esportivo de rádio na cidade.  

O zagueiro Darcy Marques jogou aquela partida e contou o que presenciou de dentro de campo no jogo contra a "Macaca": "Foi um jogo que nós fizemos o gol e parece que o juiz anulou o gol. Eu sei que a torcida começou a jogar objetos dentro do campo, veio a polícia e pegou a torcida. Então acabou o jogo. Eu sei que a polícia entrou no meio e a coisa desandou mesmo. O time da Ponte Preta foi parar no vestiário do Grêmio", contou Darcy.  Veja a reportagem feita pela EPTV na época:


Giovanni, o "Messias da Vila Belmiro"  

Ex-Santos e Barcelona, o meia-atacante Giovanni Silva de Oliveira, que ficou conhecido como o "Messias da Vila Belmiro", ganhou destaque no futebol após atuar pelo Sãocarlense. "O Grêmio teve jogadores renomados, que ficaram marcados aqui na época. Em 94, teve o Giovanni, o Messias da Vila Belmiro, jogou no Santos, na Seleção Brasileira. Ele veio do futebol do Pará e ficou uma parte do Campeonato Paulista, Série A2, quando houve o interesse dos times de São Paulo. Então o Giovanni foi levado para São Paulo, se não me engano, para acertar com o Palmeiras. Chegou lá, a turma fala que o Giovanni sentiu muito frio em São Paulo, não gostou de ficar sozinho esperando e foi embora para Belém do Pará. Descobriram que o Giovanni era bom de bola e o Santos foi atrás dele lá no Belém. Em 95, ele foi o grande destaque do Santos no Campeonato Brasileiro. O Santos não foi campeão, perdeu para o Botafogo, e o Giovanni era titular", lembrou Zaqueu.  

Decadência do Sãocarlense e nascimento do São Carlos FC  

Após a virada do século, o Grêmio Sãocarlense sofreu seguidos rebaixamentos no Campeonato Paulista e, em 2005, encerrou suas atividades. "O Grêmio Sãocarlense sempre foi um clube de pessoas gostavam do clube. Mas nunca foi um clube que tinha uma sede social, que tinha um número de sócios torcedores e se mantinha. Sempre tinha aquelas dificuldades de recebimento de salário, não pagava jogador, jogador que fazia greve e não ia jogar. Então essas histórias nós vivenciamos bastante", explicou o ex-jogador Edson Ferraz.  

Ao mesmo tempo em que o Lobão, que era a alegria da cidade, dava adeus as competições, um novo time surgia na cidade: o São Carlos Futebol Clube. Fundado em 2004, antes de completar 1 ano de vida, a Águia da Central empolgou ao fazer uma campanha invejável no Campeonato Paulista da Segunda Divisão e sagrou-se campeã.   

São Carlos FC começou sua trajetória ganhando título no Luisão. Foto: arquivo São Carlos Futebol Clube

Apostando nas categorias da base, em 2008, a Águia da Central apareceu para o Brasil inteiro ao chegar em oitavo lugar na Copa São Paulo de Futebol Júnior. O time eliminou equipes tradicionais como Vitória (BA) e Cruzeiro (MG), que era o atual campeão da competição. No entanto, ainda jovem, a equipe ainda caminha para tentar chegar na elite do futebol paulista.  

Em 2016, o Grêmio Sãocarlense ressurgiu e, aos poucos, vem se reestruturando com uma política de apostar em jovens jogadores da cidade. "Primeiro queremos nos estabilizar. O Grêmio estava em uma situação muito ruim, foram 12 anos no purgatório. Portanto, queremos fazer um trabalho sério, formar uma grande família e aos poucos ir ganhando força novamente", explicou o presidente Sérgio Antônio Piovesan, em entrevista concedida ao ACidade ON São Carlos em julho de 2017.  

No entanto, mesmo com dois times na cidade, o experiente jornalista Zaqueu Mendes acredita que as divisões inferiores disputadas atualmente pelas equipes da cidade não são tão chamativas para os torcedores, o que vem levando um público muito menor ao estádio em comparação com a década de 90.  

"Eu acho o seguinte: um time está na quarta divisão, que é o Grêmio Sãocarlense, e não tem tanto adversário de expressão. Embora tenha muitos times que foram da primeira e hoje estão na quarta divisão: o São José, que já jogou o Campeonato Brasileiro; o Jundiaí, que jogou Libertadores, Copa do Brasil, e está na quarta divisão; América de Rio Preto; XV de Jaú. A quarta divisão tem esses times, mas o que acontece é que o torcedor não fica muito feliz com essa divisão. E o São Carlos está na Série A3. Então o que leva o torcedor no campo, na minha opinião, é boa campanha do time. Então quando o time não tem boa campanha, o torcedor não vai no campo. O torcedor espera por jogos de campeonatos melhores", disse Mendes.  

Torcidas apaixonadas e esperança de um futuro melhor  

Com apenas 24 anos, o jovem jornalista esportivo Vitor Gimenes começou a acompanhar o futebol na cidade em 2009. Na época, apenas o São Carlos FC disputava os campeonatos profissionais e ele passou a frequentar o Luisão para assistir os jogos da Copa São Paulo de Futebol Júnior.  

Em 2011, Vitor chegou a entrar para a torcida organizada "Sancaloucos" e sempre que pode acompanha os jogos no estádio. "Para mim, o Luisão é como se fosse uma casa mesmo. É uma alegria que eu sinto. Eu não participo mais da organizada, mas vou sempre com a minha esposa. A gente sempre senta no mesmo lugar, que é ali embaixo do placar. É nosso lugar da sorte", explicou o jornalista, que trabalha em uma rádio esportiva.  

Em 2018, quase 30 anos depois de se aposentar, o ex-goleiro do Sãocarlense, Itamar Barbosa, visitou São Carlos. Atualmente morando no estado de Goiás, ele não deixou o futebol e agora trabalha em um projeto social com crianças carentes na cidade de Goiânia. Itamar contou que foi convidado para participar de uma homenagem feita pelo Grêmio Sãocarlense. Aos 62 anos, a forma física já não é a mesma de tempos atrás, mas o carinho dos antigos torcedores deixou o invicto goleiro emocionado.  

"Aqueles torcedores da época me cumprimentavam, me abraçavam. Falavam: 'Esse foi um dos maiores goleiros que eu vi jogando'. Isso para gente é muito marcante, vivo receber isso. Eu adorei. A amizade que existia entre a torcida e os jogadores era muito grande. O time do Sãocarlense era um time que entrava o campo e dava o máximo individualmente. Então a torcida reconhecia muito o valor dos jogadores. A aproximação entre a gente era muito grande. Os jogadores e torcedores se gostavam mutuamente. Chegava o dia do jogo e o resultado sempre aparecia. O Sãocarlense era muito forte. Isso deixava a gente fortalecido para conseguir os resultados", afirmou Darcy.  

"A saudade é muito grande de São Carlos. Eu gostaria muito de poder voltar, assistir os jogos. Eu estou acompanhando, sei que o Sãocarlense voltou agora na última divisão. Está com uns garotos e começando a se reestruturar. Eu acho os empresários de São Carlos deveriam ajudar ao máximo para que a equipe do Grêmio voltasse a ter aquele futebol vitorioso, fortalecido, que a torcida sempre comparecia ao estádio. Todos os jogos do Grêmio dava torcida, muita torcida. E a torcida do Grêmio é bem forte mesmo, ela comparece e gosta muito. Eu queria muito poder voltar e ver o Luisão lotado como era no nosso tempo", finalizou Darcy.