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São Paulo prega por cautela no mercado

Com o déficit de R$ 180 milhões registrado em 2019 e a dependência de vendas para agir no mercado, essa postura é vista como natural pela diretoria

| FOLHAPRESS

Juanfran ao lado de Fernando Diniz no Tricolor. (Foto: Divulgação/São Paulo)
 

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Dois dias antes da apresentação do elenco para 2020, o São Paulo ainda não anunciou nenhuma contratação. E isso pode seguir assim até as competições do primeiro semestre começarem.  

O clube não tem dinheiro para fazer grandes investimentos, e a comissão técnica entende que não é preciso contratar à toa, já que o grupo recebeu peças importantes ao longo do ano passado e está qualificado.  

Fernando Diniz encabeça esse discurso. Tanto é que fez apenas uma indicação aos dirigentes no mercado da bola e disse entender se não fosse possível gastar para ter o atacante argentino Nahuel Bustos.  

De fato, o São Paulo considerou a pedida do Talleres muito alta para o momento do clube e, por enquanto, não prosseguiu com as negociações.  

Só vai haver mais pedidos por reforços caso jogadores sejam vendidos na pré-temporada.  

Uma nova proposta do Red Bull Bragantino pelo zagueiro Walce pode chegar a qualquer momento, por exemplo.  

Outro que pode sair é Antony, que vai começar o ano com Walce e Igor Gomes na seleção brasileira olímpica e está valorizado entre clubes do exterior. 

RB Leipzig e Borussia Dortmund, da Alemanha, estão interessados.  

Os únicos movimentos concretos do São Paulo na janela de transferências foram para manter atletas que estavam emprestados.  

O clube comprou Tiago Volpi após empréstimo do Querétaro, do México, e Igor Vinícius, que estava cedido pelo Ituano. Além disso, trocou Raniel com o Santos para ter Vitor Bueno em definitivo.  

Esses negócios eram tidos como prioritários e fizeram com que diversos empresários se frustrassem nas últimas semanas.  

Foram oferecidos jogadores protagonistas, jovens apostas, estrangeiros... Atletas baratos e caros. E 

o São Paulo recusou todas essas sugestões de negócio.  

Com o déficit de R$ 180 milhões registrado em 2019 e a dependência de vendas para agir no mercado, essa postura é vista como natural e como uma obrigação da diretoria, após uma temporada de gastança para ter nomes como Pablo, Hernanes, Alexandre Pato, Daniel Alves, Tchê Tchê e Juanfran.

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