
Hoje é a primeira sexta-feira 13 do ano, dia rodeado de superstições e ligado a várias histórias das mais diversas culturas. De acordo com a terapeuta holística e numeróloga de São Carlos, Fernanda Vidigal, essa é uma data tanto temida quanto celebrada. Outro quesito também chama atenção: a numerologia.
Segundo Fernanda Vidigal, as origens mais conhecidas envolvem a mitologia nórdica, a igreja católica e a monarquia francesa. Confira algumas abaixo:
- Diz a lenda que um banquete oferecido pelo deus Odin aconteceu para 12 convidados, mas Loki, considerado o deus do mal e da trapaça, soube do encontro ao qual não foi chamado e matou um dos participantes. Assim, a história acredita que um encontro entre 13 pessoas pode terminar em tragédia;
- Outra teoria tem relação com a deusa da fertilidade Frigga, esposa de Odin, que teria sido “demonizada” para forçar a conversão dos bárbaros no período medieval, e por isso ela se uniu ao demônio e 11 bruxas, e os 13 saíam toda sexta-feira para rogar pragas contra os humanos.
- A cultura ocidental associa a data ao azar por causa da morte de Jesus Cristo, já que sua última ceia aconteceu numa quinta-feira, com seus 12 discípulos, totalizando 13 pessoas na refeição, mas entre eles estava Judas, o discípulo traidor.
- A história conta que o rei Felipe IV sentiu que seu poder estava sendo ameaçado pela influência da Igreja, e então tentou se filiar à ordem religiosa dos Cavaleiros Templários, mas por ter sido recusado, ele ordenou que perseguissem todos em uma sexta 13, em 1307.
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Além desses eventos, que trazem uma percepção de que a sexta-feira 13 atrai negatividade e, o 13 nas cartas de Tarô está associado à carta da morte.
“É a transição de várias mortes e renascimentos, as crises, a travessia de um dia para o outro, são aqueles eventos que a gente faz de subida de consciência, de aperfeiçoar a espiritualidade, poder olhar mais por uma visão exotérica, filosófica e espiritual para construir uma nova visão”, explica.
Fernanda Vidigal também salienta que numerologicamente falando, o 13 é construído por números ímpares ativos, líderes e extrovertidos: o 1 que é o início, o mandante, e o 3 da própria Trindade, que dá a existência.
“Essa seria a conversão filosófica do 1+3=4. E no 4, a justa saída para se libertar do 13, ou do que seria negativo do 13, é a ordem, a praticidade, o trabalho, o ceticismo, botar os pingos nos ‘is’. Essa é a cura do 13, onde tudo que é certo ou ordenado traz praticidade e rotina do dia a dia, e aí a gente não fica com essas crenças, crendices ou bobagens”, reforçou a numeróloga.

Curiosidades e superstições
A associação de número e data também carrega curiosidades, como o fato de os astecas acreditarem em 13 céus e contabilizarem 13 dias na semana, ou até mesmo ações que pode trazer mau agouro se feitas na data, como: olhar para gato pretos; quebrar ou trincar espelhos; passar debaixo de escadas; abrir guarda-chuva em local fechado.
No fim das contas, não se sabe o significado da sexta-feira 13, mas para a terapeuta holística, o tabu, o medo e a superstição andam juntos nesta data.
“Não dá para afirmar realmente ao certo se a origem desse tabu é pessoal, religiosa ou cultural, mas independentemente disso, trata-se de uma superstição que faz parte da tradição popular e do folclore”, conclui.
Este ano, o calendário terá mais uma sexta-feira 13, que será justamente no mês de outubro, o mês do terror em que é celebrado o Dia das Bruxas no dia 31, o inverso do “número do azar”.
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