O que era para ser uma viagem tranquila em um domingão ensolarado virou perrengue, calor e muita dor de cabeça para passageiros de São Carlos e Ibaté.
Famílias que compraram uma viagem para curtir as belezas naturais de Cachoeira de Emas tiveram problemas tanto na ida quanto na volta, com um ônibus usado na excursão.
Passageiros entraram em contato com o acidade on para relatar o descaso com a situação, uma vez que a empresa que teria sido contratada “enviou um ônibus de outra companhia” e não prestou assistência quando o veículo teve pane.
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As irritações começaram cedo, logo na partida, na manhã de domingo (24), entre 6h e 7h da manhã. Para rebater o calor, o ar-condicionado foi ligado para refrescar os passageiros. Todavia, um problema no aparelho fez com que água caísse sobre as poltronas, deixando os usuários molhados, relata Andreia Borges de Oliveira, uma das reclamantes.
Após uma “escala” em Tambaú, cidade onde os visitantes participariam de uma missa católica, mais problemas. O coletivo não saía do lugar, fazendo com que todos gastassem tempo com a espera.
O problema foi contornado pelo próprio motorista, sob orientação da empresa, e o ônibus seguiu viagem para a Cachoeira de Emas, em Pirassununga.
Após as famílias passarem a tarde curtindo o passeio, uma nova pane foi registrada. Os freios travados impediam o ônibus de sair do lugar. A espera foi de quatro horas, relatou a passageira Tamires, cujo sobrenome será preservado.
“Fomos sair de lá mais de 8h30 da noite. A empresa mandou um mecânico deles, que foi arrumar o ônibus com uma lanterna de celular. Não levou equipamentos. Ou seja, foi Deus [na causa]”, afirma.
A viagem foi concluída com temor de nova quebra no caminho. O ônibus foi trocado por outro já em São Carlos, na entrada da Getúlio Vargas para concluir o trajeto até Ibaté, onde encerraria o expediente.
Confusão entre empresas
Além dos desgastes pela situação da manutenção do veículo, passageiros ficaram indignados pelo fato de terem sido informados da troca de empresa que operaria a excursão em cima da hora. Reclamam, também, da falta de suporte dada durante a viagem.
A empresa que fez de fato a viagem é sediada em Brotas e enviou um segundo ônibus somente no fim do trajeto.
A responsável pela excursão afirmou que, de fato, contratou uma empresa mas viu ônibus de outra aparecer na hora da viagem. Questionada como fez o contrato, ela disse que foi por meio de um contato com a empresa sediada em São Carlos, e não diretamente com a empresa.
A firma – que supostamente faria a viagem, mas não fez – disse ao acidade on São Carlos que nada tem a ver com a história e que seu nome foi envolvido de forma indevida por um ex-funcionário que mantém contato com “excurseiros”.
A reportagem contatou a empresa que de fato fez a viagem, mas não obteve sucesso.