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Pela primeira vez: Nega MC representará São Carlos no Slam SP

Mãe, preta e periférica, Thalita Silva foi finalista na seletiva do Slam das Quebradas, grupo da cidade que reúne poetas para batalhas de poesia falada.

| ACidadeON/São Carlos

Thalita Silva, vulgo 'Nega MC'. Foto: Marcelo Innocentini Hayashi/Jornal Tribuna São Carlense

Uma vitória de todas as minas poetas da nossa cidade. É desta forma que Thalita Silva descreve sua emoção ao ficar em 1º lugar na grande final do Slam das Quebradas. Se apresentando como Nega MC, ela vai representar São Carlos no Slam SP, que reúne poetas de todo o estado.  

A final, que aconteceu no dia 23 de outubro, no Sesc São Carlos, reuniu seis poetas: Diego Roberto (DR), Rhuan Stevan (Stevan), Tiago Gimenez (Zenem), Marcus Vinicius (Dugueto), Gabriel Martins Guido (SK) e Thalita Silva (Nega MC) por meio de pré-seletivas.  

Essa é a primeira vez que o Slam das Quebradas, único grupo de São Carlos, participa do circuito internacional de competições. O Slam SP acontece nos dias 8, 9 e 10 de novembro no Sesc São Paulo.  

"Me sinto honrada, feliz e grata a todos os meus amigos que acreditaram e torceram por mim. Já me sinto uma poeta realizada indo para São Paulo, mostrando que o interior tem voz e poetas muito bons. Pretendo representar nossa cidade da melhor forma possível", disse Nega MC.

Finalista
Thalita é cantora e compositora de RAP e integrante do Sarau Minas de Ouro e Coletivo Lutarte Sabotagem Cultura. Se definindo como mãe, preta e periférica, ela afirma que encontrou na poesia a sua arma contra o sistema que oprime.

Na poesia digna de um 1º lugar, Nega escreveu uma crítica falando sobre mulheres que são mães solteiras e guerreiras e que criam seus filhos com muito esforço e dedicação.

"Eu escrevi poesias novas e muito particulares do fundo da alma mesmo. Essa se chama Feridas e diz muito sobre mulheres, mães solteiras e periféricas que dão duro para criar seus filhos sozinhas, sem ajuda de pai e muitas vezes abandonadas, que também são mães e pais. É uma crítica a sociedade machista e uma forma de enaltecer as mulheres", desabafou.

Para ela, os sentimentos que predominam neste momento são a gratidão e a felicidade. "Agradeço ao meu companheiro Caiê, minha filha Maria Clara, o coletivo Lutarte, a cada um que acreditou no meu potencial e todos que torceram por mim. São pessoas incríveis que sempre me motivam a continuar, pessoas que me levantam e falam o quanto precisamos de mais poetas no movimento Hip Hop, e é assim que vamos continuar", finalizou Thalita.  



Conhecendo o SLAM
O SLAM é uma batalha de poesia falada, onde os participantes apresentam suas composições autorais e recebem notas, elegendo assim um vencedor. Existe um circuito mundial de disputa que se encerra na Copa do Mundo de Poesia realizada anualmente na França. Para chegar lá, os poetas devem passar por seletivas em suas cidades, que depois levam representantes para as etapas estaduais, no Slam SP, e nacionais, no Slam BR.  

Slam das Quebradas. Foto: Marcelo Innocentini Hayashi/ Jornal Tribuna São Carlense

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