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Lazer e Cultura

Lenda fala sobre cemitério mal assombrado no Campo do Ruy

Conheça algumas das histórias fantasmagóricas da cidade. Lendas do Corpo-seco, fantasma do Fórum, entre outras.

| ACidadeON/São Carlos

Foto de São Carlos (arquivo/Fundação Pró-memória)

Sexta-feira 13 é sempre um dia que nos remete às tradicionais histórias de terror, preferencialmente contatas no calar da noite, entre amigos, durante uma reunião despretensiosa. Pensando nos contos fantasmagóricos da "cidade dos pinhais", nossa reportagem foi em busca de alguns relatos vividos e contatos durante anos por moradores daqui.

Você sabia, por exemplo, que o Campo do Ruy Barbosa, na Vila Nery, já foi um cemitério? Pois é, há mais de 100 anos, em 1882, o local era uma necrópole, que teve suas portas trancadas em 1890. Só 40 anos depois foi criado o Ruy Barbosa Futebol Clube, onde hoje também funciona a Fundação Educacional São Carlos (FESC). 

Há quem diga que o cemitério foi utilizado apenas para enterrar criminosos e hereges (aqueles que iam de encontro ao cristianismo), pessoas mal vistas e que não deveriam circular pela cidade livremente, de acordo com o senso comum da época.  

Ainda hoje, há relatos de pessoas que sentem calafrios ou se surpreendem com a impressão de levar um tapa na nuca ao caminhar pela pista de corrida.  E você? Topa fazer um exercício por lá à noite? Já sentiu alguma coisa?

Carruagem fantasma  

Carruagem usada por Dom Pedro II em São Carlos

 
Entre os diversos objetos históricos encontrados no Museu de São Carlos, na Fundação Pró-memória, um deles chama a atenção logo de cara: a réplica da carruagem utilizada por Dom Pedro II em visita a São Carlos, nos idos de 1886.

Antigos funcionários do museu afirmaram terem sido testemunhas de situações inusitadas, como portas que abriam e fechavam sozinhas e sons estranhos que eram ouvidos durante a limpeza. Estalidos no piso e o ranger das portas arrepiavam o dorso dos zeladores. 

O caso mais contado diz respeito à presença de um fantasma que assombrava a carruagem do imperador, que faz parte do acervo do museu desde a inauguração. Ela teria sido palco de frequentes aparições.  

Os funcionários relatavam a presença de um homem alto, magro e calvo próximo ao veículo.  A alma penada, quase translúcida, era vista se dirigindo à carruagem no momento em que o museu encerrava as atividades. O mistério nunca foi desvendado, apesar de o veículo continuar exposto para visitação em São Carlos.   

Foto de São Carlos (arquivo/Fundação Pró-memória)

O Corpo-seco  

Essa história, ao lado da moça que dançou com o "coisa ruim", é uma daquelas que todas as cidades têm suas versões. Em São Carlos não é diferente. 

A lenda mais comum conta que em um terreno localizado às margens da Avenida Comendador Alfredo Maffei, na esquina com a Rua Totó Leite, existia uma alma inquieta que se materializava em uma figura desprezível, quase feita apenas de pele e osso. 

O ser sobrenatural tinha como meta zelar pelo seu mausoléu e atormentar aqueles que cruzavam seu caminho. De acordo com a lenda, o tal Corpo-seco seria um garoto chamado de "Zeca", que fez maldades com seus próprios pais e, por isso, não foi aceito para entrar no Céu, ou mesmo no inferno. 

Sua cina é vagar por este mundo quase como um zumbi de hollywood, saciando seu sofrimento ao atormentar os outros. O conto diz que ele aparece pontualmente às 20h próximo de uma árvore. 

O fantasma do Fórum    

Foto de São Carlos (arquivo/Fundação Pró-memória)

 
Além dessas histórias, há também uma que diz sobre a assombração presente no edifício Euclides da Cunha, onde  atualmente encontra-se a Câmara Municipal de São Carlos. 

Muito tempo atrás, no local, funcionava a cadeia pública da cidade. Lá trabalhava o bem-quisto senhor conhecido como Seu Mattos. Ele era servente e tinha simpatia por todos. 

Porém, certo dia, sem qualquer explicação o servidor decidiu dar cabo da própria vida e se matou envenenado no primeiro andar do prédio. 

Um bilhete foi encontrado junto ao corpo. O conteúdo do que ali estava escrito nunca foi divulgado, mas emanava ainda mais mistério por parte de quem o leu.

Até hoje, há relatos da imagem do Seu Mattos rondando o edifício em busca de paz para seu descanso. O abrir e fechar de portas e janelas também é escutado por aqueles que passam pelo lugar à noite.  

Foto de casarão de São Carlos (arquivo/Fundação Pró-memória)

 
Essas histórias foram retiradas de relatos nas redes sociais, arquivos históricos e conversas com moradores tracionais de São Carlos. Se você tem algum relato de arrepiar os cabelos, nos conte. 

Uma ótima sexta-feira 13 a todos! >)

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