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Em passos cautelosos, São Carlos vive retomada de grandes eventos

Segundo Mateus de Aquino, coordenador do Comitê de Combate ao Coronavírus, o "passaporte da vacina" vale para eventos com mais de 500 pessoas, conforme definição do Governo do Estado

| ACidadeON/São Carlos -

Eventos começaram a ser retomados em São Carlos. Foto: Reprodução/Banana Brasil

Após quase dois anos sem eventos com a presença do público em pé, São Carlos (SP) iniciou neste mês a retomada dessas atividades culturais públicas e/ou privadas. Neste momento, o "passaporte da vacina" é válido para eventos com mais de 500 pessoas, seguindo a determinação do Estado de São Paulo. 

Além da retomada de música ao vivo em barzinhos e casas de shows, recentemente, a cidade recebeu a apresentação de MC Drika, organizado por uma empresa de shows e festas universitárias da cidade administrada por três jovens, entre eles Caio Manieri, que relatou ter boas expectativas para o processo do retorno, após tanto tempo de incertezas. 

"A questão do tempo indeterminado foi o maior problema para nós porque estávamos no nosso melhor momento profissional, de longe, em uma crescente. Se tivessem chegado para nós e falado: vocês vão ficar parados seis meses, oito meses, um ano, e depois com certeza voltam, ainda sim seria difícil. Nunca iríamos imaginar que estaríamos agora quase dois anos sem poder atuar", contou. 

Caio conta ainda que tentou trabalhar com outros tipos de eventos durante este período, mas não obteve sucesso. Agora, com shows agendados até maio do próximo ano, o empresário diz que algumas regras precisam ser seguidas, entre elas, o esquema vacinal completo pra entrada nos locais. 

"Os cuidados ainda são muito necessários, hoje os principais para voltarmos a trabalhar é a obrigatoriedade da carteirinha de vacinação, isso com certeza absoluta, com as duas doses já tomadas. Para nós foi uma porrada sem dó nem piedade por muito tempo, então estamos otimistas, temos motivos positivos para isso", completou.   

Show realizado na cidade antes da pandemia. Foto: Reprodução/O Melhor de São Carlos

Empresário do ramo de bebidas de eventos culturais, Iglesiano Martins também contou o quanto foi difícil o período em que ficaram parados. Agora, com vários eventos também já marcados, as expectativas para a retomada são boas. 

"No começo da pandemia, de março até setembro, a gente tinha expectativa de que não fosse durar tanto tempo. Acredito que nos próximos meses, novembro, dezembro, janeiro, acho que os casamentos vão voltar bem forte. A partir de fevereiro, depois do carnaval, acontecendo o carnaval realmente vai haver uma liberação total", disse. 

Para o retorno das atividades presenciais públicas, entretanto, ainda não há uma data específica. Segundo o coordenador do Comitê de Combate ao Coronavírus, Mateus de Aquino, a prefeitura segue estudando com base no que foi observado no evento de aniversário. 

"A atividade Gigantes do Ar foi exatamente para a gente poder testar os protocolos, poder entender qual é a aceitação da população. A gente iniciou a primeira atividade na FESC, onde havia possibilidade de controle de público e o acesso só foi permitido para pessoas que se agendaram antecipadamente e possuíam a imunização completa de duas doses, e assim podemos conceder alguns erros e acertos, mas é possível começar a ter eventos culturais novamente em São Carlos", disse.  

Cartão de vacinação passaporte da vacina (Foto: Governo de SP)

Passaporte da vacina
A vizinha Araraquara confirmou recentemente que eventos culturais só serão realizados na cidade mediante apresentação de carteirinha de vacinação. Em São Carlos, no entanto, ainda não há resolução municipal. 

"A gente não tem nenhum decreto específico para tal situação municipal, mas existe sim uma resolução estadual que serve para os 645 municípios, que em eventos acima de 500 pessoas é necessário a apresentação da vacinação, da dose única ou das duas doses. Tem que estar em dia com a vacina para poder acontecer, seja ele público ou privado, esse passaporte da vacina é necessário", explicou o coordenador do Comitê. 

Para estes eventos, a responsabilidade de monitoramento é da empresa organizadora, mas a administração deve realizar a orientação e cobrança de tais exigências. As operações de fiscalização de estabelecimentos foram suspensas na cidade.

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