Entenda o termo 'noivinha do Aristides', que está bombando no Twitter Entenda o termo 'noivinha do Aristides', que está bombando no Twitter

Entenda o termo 'noivinha do Aristides', que está bombando no Twitter

Uma mulher, que foi detida pela PF, teria chamado Bolsonaro de 'noivinha do Aristides', afirmam relatos nas redes sociais

Presidente Jair Bolsonaro (Foto: Anderson Riedel/PR)

O termo noivinha do Aristides entrou para os assuntos mais comentados do Twitter Brasil depois que uma mulher foi presa por ofender o Presidente da República, Jair Bolsonaro, no Rio de Janeiro.

Segundo a informação que viralizou nas redes sociais, a mulher teria chamado Bolsonaro de noivinha do Aristides. O Aristides seria o professor de judô da Academia Militar das Agulhas Negras (Aman) no período que Bolsonaro esteve por lá.

O caso aconteceu no sábado (27), na cidade de Resende-RJ. Após ser encaminhada para Delegacia da Polícia Federal (PF), em Volta Redonda, a mulher foi liberada. O presidente foi à cidade para participar de uma solenidade militar de formatura na Aman.

Mesmo com a informação viralizando na internet, no boletim de ocorrência não consta o termo noivinha do Aristides. Segundo o boletim, a comitiva presidencial estava na Via Durtra, por volta das 9h, quando a passageira de um carro 'gritou palavras de calão direcionadas ao presidente'.

Para justificar a detenção da mulher, cuja identidade não foi revelada, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) citou os artigos 140 e 141 do Código Penal, que preveem reclusão de um a três anos, nos casos de injúrias proferidas em meio a várias pessoas e contra pessoas com mais de 60 anos. A pena pode ser aumentada em um terço se a vítima for o presidente da República ou o chefe de um governo estrangeiro.

Ainda conforme a nota da PRF, agentes da corporação abordaram o veículo, qualificaram a mulher e a conduziram para a delegacia da PF. Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Federal, na delegacia, foi lavrado um termo circunstanciado, e a mulher foi 'liberada após assumir compromisso de comparecer em juízo, como determinar a lei'. Como a injúria é um crime de menor potencial ofensivo, não há prisão.

Bruno Moraes

Bruno Moraes é repórter do acidade on desde 2020, onde faz a cobertura política e econômica. É autor do livro “Jornalismo em Tempos de Ditadura”, pela Paco Editorial, é colunista do Giro CBN no 'Café com Política', para CBNs São Carlos e Araraquara. + info

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