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Política

Sessão da Câmara de São Carlos é suspensa durante protestos de motoristas de vans

Discussão começou após o presidente Lucão Fernandes (MDB) informar que eles não poderiam falar na Tribuna Livre; veja vídeo

| ACidadeON/São Carlos


Um protesto de motoristas de vans escolares contra uma lei que proíbe os trabalhadores de transportar adolescentes gerou tumulto na sessão da Câmara Municipal de São Carlos nesta terça-feira (17). O bate-boca ocorreu após o presidente Lucão Fernandes (MDB) informar aos líderes da categoria que eles não estavam inscritos na Tribuna Livre e, por ser contra o regimento interno, não iriam poder utilizá-la.  

A sessão foi suspensa por 10 minutos e os vereadores foram ao encontro dos manifestantes. Após uma conversa acalorada, o presidente Lucão Fernandes (MDB) pediu a permissão dos outros parlamentares e concedeu cinco minutos para um dos líderes da categoria usar a tribuna.  

O presidente da Cooperativa de Vans de São Carlos (Coopervansc), Emerson Vergara, discursou para o público presente na Casa de Leis e acusou os vereadores de aprovarem emendas na lei que prejudicariam os motoristas de vans.  

Em entrevista ao ACidade ON São Carlos, ele explicou que a Prefeitura de São Carlos atendeu as solicitações da categoria e já enviou um novo projeto de lei à Câmara Municipal com as alterações. 

"Nós mandamos um ofício aqui e era contra o regimento interno. Mas acho que foi feita a democracia e é assim que tem que ser, nós temos que ter a voz ativa na Câmara Municipal. Eu acho que agora está indo para o caminho certo, passando pelas comissões, sem pressa, para desfazer o erro que foi cometido por essa casa em fazer aquelas emendas", explicou o presidente da Coopervansc.  

"Agora esse projeto veio da Prefeitura do modo que nós achamos que é o correto e espero que dessa vez seja feito tudo certinho", finalizou Vergara.  

 

Carreata e protesto  

No dia 4 de setembro, os motoristas realizaram uma carreata com as vans até a Câmara Municipal e depois foram em passeata até a Prefeitura de São Carlos. O grupo afirmou que a lei é inconstitucional e solicitou mudanças.  

Entre as principais reclamações da categoria estavam a proibição de transportar alunos de ensino médio, a limitação do número de passageiros para 17 por van e o limite de uso do veículo por apenas 6 anos, sendo que atualmente é de 8 anos.  

Além disso, também pediram a regulamentação do transporte de deficientes, porque a lei não esclarece.

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