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Política

Sara Winter é condenada após acusar pesquisadora de defender tortura

Nas redes sociais, a militante de São Carlos também disse que a pesquisadora da UnB é a "maior abortista brasileira"

| ACidadeON/São Carlos

Sara Winter, extremista são-carlense. Foto: Reprodução
 

A militante de extrema-direita de São Carlos, Sara Giromini, conhecida como Sara Winter, foi condenada pela Justiça do Distrito Federal a indenizar em R$ 10 mil, por danos morais, a pesquisadora da Universidade de Brasília (UnB) Débora Diniz. Cabe recurso da decisão. 

De acordo com a decisão, Sara fez publicações nas redes sociais acusando a Débora de incentivar a tortura e a chamou de "maior abortista brasileira". 

Os ataques ocorreram no período em que Sara divulgou dados de uma menina de 10 anos que teria a gravidez interrompida após ser estuprada por um tio, no Espírito Santo. 

Consta no processo que, como a professora defende a legalização do aborto em entrevistas para grandes jornais, não houve ofensa de Sara por chamá-la de abortista. 

No entanto, "comparar um procedimento médico qualquer com tortura, nos tempos de hoje, beira a má-fé. A interrupção da gravidez pode se dar, legalmente, por vários motivos, sejam médicos ou jurídicos. No caso, comparar essa interrupção a prática de tortura e imputar esse desejo à autora é nefasto". 

Por conta dessa comparação, portanto, o juiz Arthur Lachter entendeu que se configurou o dano moral. 

Além disso, a Sara teria divulgado uma "montagem", onde foi colocada uma foto da menina que passou pela interrupção legal da gravidez em um artigo publicado pela professora. 

Sobre esse fato, o juiz argumentou que "a ré [Sara] não nega ter divulgado tal montagem e muito menos que realizou tal montagem, o que sem dúvida prejudica a imagem da autora [professora] perante a sociedade". 

Além disso, o magistrado complementa que a divulgação de tais ofensas em rede social por pessoa que tem milhares de seguidores agrava a situação, já que torna ampla a divulgação. 

Em sua defesa, Sara Giromini afirmou que conferencista internacional contra o aborto e que o seu interesse no caso era a proteção da criança. Alegou também que fez uso do seu direito de livre manifestação de pensamento ao chamar a autora de abortista, já que ela defende o aborto. 

Indenização 

A professora Débora Diniz pediu R$ 50 mil de indenização por danos morais. No entanto, o juiz entendeu como justo o valor de R$ 10 mil.


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