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Política

Mesmo com proibição judicial, manifestantes se unem em carreata pró-Bolsonaro

Centenas de carros se reuniram na Praça Itália neste sábado (1º) e seguem pelo Centro; Guarda Municipal, Polícia Militar e departamento de Trânsito acompanham

| ACidadeON/São Carlos

Manifestação pró-Bolsonaro neste sábado (1º). Foto: CBN
Mesmo com a decisão judicial que proíbe manifestações durante a pandemia, manifestantes se uniram para uma carreata pró-Bolsonaro na manhã deste sábado (1º), em São Carlos (SP). A prefeitura informou que indeferiu o pedido de autorização do evento e deve registrar o ato para encaminhar ao Ministério Público.

A manifestação, que começou por volta das 10h na Praça Itália, reúne centenas de carros e munícipes com camisetas verde e amarela e bandeiras do Brasil. Além disso, o ato também conta com um trio elétrico que agita o movimento. Entre as palavras proclamadas, os manifestantes rezam e cantam o Hino Nacional. 

Entre as reivindicações está o pedido pelo voto impresso. "Estamos aqui em apoio ao Bolsonaro, por um país melhor. Tudo que o Bolsonaro está fazendo é para o povo, mas ao meu ponto de vista vejo que ele é barrado por ministros. Estamos aqui em apoio a ele. Concordamos com o voto impresso. Não confio nessas urnas eletrônicas de jeito nenhum", disse Maria Rosimar Ferreira, uma das manifestantes. 

O manifestante Paulo Picoli ressaltou que está participando do movimento em apoio ao presidente e para dar o suporte que ele precisa para reestruturar o país. "Estou para garantir o futuro dos meus netos e da minha família, também para lutar por um Brasil sem corrupção, ético, honesto e que a gente possa construir um país que temos muito a fazer. Se ele tem naturezas naturais, o povo precisa ser reeducado", comentou.

"Acho que a gente tem que se unir, fazer o protesto no bom sentido e mostrar que algumas coisas estão sendo implantadas e outras tem que ser corrigidas, e tirar todo esse pessoal que é político mas não é honesto naquilo que deve ser feito. Em apoio ao presidente, a gente vai dar todo esse suporte que ele precisa", concluiu Picoli.  

O caminhoneiro Antonio Carlos Pedrazini, que também participou do ato, disse que a manifestação é uma forma de lutar pelo seu país. "Estou aqui para defender a nossa pátria, para nós não virar um país comunismo. Estou gostando muito dessa manifestação de hoje, que eu calculo que tem mais de 5 mil pessoas. A gente tá aqui na luta com o presidente Bolsonaro para mudar esse país. Eu não quero que o meu país vire uma Venezuela. Eu estou defendendo a minha bandeira. [sic.]",

A manifestação segue ocorrendo com os veículos indo em direção ao Centro da cidade, mas com concentração na Praça Itália. O departamento de Trânsito, a Polícia Militar e a Guarda Municipal também acompanharam.   

 Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que o ato ocorreu sem registro de incidentes e com interdições parciais de vias públicas. Segundo a SPP e os organizadores, não há estimativa de quantos participaram do manifesto.

Impedimento judicial
Além da determinação da Justiça, a prefeitura informou ontem (30) que indeferiu o pedido de autorização do evento, protocolado no Departamento de Fiscalização. 

Segundo o secretário de Segurança Pública, Samir Gardini, o município deve documentar, registrar com fotos e vídeos e elaborar relatório da manifestação que será enviado à Procuradoria Jurídica do município e, na sequência, ao Ministério Público.


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