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PL pretende converter terrenos sem utilidade em hortas comunitárias

Iniciativa do vereador Azuaite Martins de França (Cidadania) foi apresentada em reunião com gestores municipais; iniciativa pode mitigar efeitos da fome na cidade

| ACidadeON/São Carlos -

Projeto pretende levar alimentos à terrenos baldios. (Foto: Divulgação)
Um projeto de hortas comunitárias que pretende levar alimentos para os bairros da cidade e manter terrenos limpos entrou em tramitação na Câmara Municipal nesta semana.

A iniciativa, de autoria do vereador Azuaite Martins de França (Cidadania), prevê a utilização de terrenos públicos e privados que não são utilizados atualmente. A proposta prevê trabalho coordenado pelas secretarias de Trabalho, Emprego e Renda e da Cidadania e Assistência Social.

Para o proponente, a ideia é possibilitar que a própria população de baixa renda ou em vulnerabilidade social produza o próprio alimento a baixo custo e sem agrotóxicos.

"É um projeto, é que conheço social que procura mitigar a questão da dome no município e levar apoio às populações mais carentes e desejam participar de um projeto de trabalho e ter a sua própria horta. O terreno é oferecido mediante cadastro. São terrenos em diversos pontos da cidade", explica.

Antes mesmo de prosseguir a tramitação na Câmara Municipal, o vereador apresentou a iniciativa aos secretários Mariel Olmo (Serviços Públicos) e Vanessa Soriano (Cidadania e Assistência Social).

"O projeto foi muito bem recebido por secretários que têm sensibilidade de enxergar que certas questões sociais têm diversos aspectos. E é uma boa ideia para se levar para frente, principalmente porque isso mitiga um grande problema que existe em São Carlos e no Brasil todo, especialmente de após a pandemia, que é a questão da fome", relata.

O projeto poderá contar com apoio técnico de parceiros. Unidades da Embrapa São Carlos serão convidadas a entrar na iniciativa. Há ainda universidades e outros setores da administração pública que poderão aderir ou colaborar com as hortas comunitárias.

Caso seja aprovado, o programa selecionará os beneficiários por meio de chamamento público a ser realizado pela Secretaria Municipal da Cidadania e Assistência Social. Os critérios a serem aplicados são condições socioeconômicas, para o atendimento prioritário de pessoas e famílias em situação de vulnerabilidade social e insegurança alimentar.

Além da mitigação de problemas sociais que afetam as famílias mais pobres, Azuaite destaque que criação das hortas poderão reduzir o índice de abandono de terrenos, que se convertem em viveiros de insetos e vetores de doenças.

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