
A Câmara Municipal de São Carlos aprovou, por unanimidade, a prorrogação por 90 dias da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga suposta interferência da primeira-dama na administração local.
O pedido de aumento de prazo foi assinado pelo vereador Paraná Filho (PSB) e levado à apreciação dos pares na sessão ordinária de ontem (4).
Rosária Mazzini Cunha e Eric Mazzini são investigados por, supostamente, tem influído em licitação que contrataria empresa para dar destinação a entulho da construção civil e resíduos de podas de árvores. A contratação, de R$ 53 milhões, foi sustada por ordem do prefeito Airton Garcia (União Brasil), que viu não “haver mais interesse público” no negócio.
LEIA MAIS
Apesar de derrota, eleitorado petista cresce em São Carlos
Após Airton contratar comissionados, Câmara rejeita novo processo de impeachment
Meses antes, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) deu um “puxão de orelha” na administração para resolver irregularidades, justamente na destinação de entulho em São Carlos.
A licitação que seria alvo de intervenção dos parentes do prefeito foi permeada de erros. Um deles previa pagar R$ 53 milhões por um ano de contrato, prazo que foi corrigido para cinco anos. O próprio objeto do edital foi motivo de correção, pois apresentava serviço que estava em outra licitação.
Processante negada
Na mesma sessão ordinária, os vereadores decidiram derrubar pedido de abertura de Comissão Processante no caso da entulheira por 15 votos a 3. A matéria voltou a ser votada após pedido de anulação de todo o processo ser aprovado na semana passada.
A alegação da defesa – acatada pela Câmara – foi que dois vereadores tinham ligação direta ou indireta com o escritório de advocacia que redigiu a denúncia contra o prefeito.
VEJA TAMBÉM
Pantanal chega ao fim e inspira viagens ao coração do Brasil