- Publicidade -
São CarlosPolíticaCom campanha em crise, Ciro Gomes rompe com o irmão e some do Ceará

Com campanha em crise, Ciro Gomes rompe com o irmão e some do Ceará

Ciro ocupa o terceiro lugar no Estado onde construiu sua trajetória política, atrás de Lula (63%) e Bolsonaro (18%)

- Publicidade -
Ciro Gomes brigou com o próprio irmão.  
Ciro Gomes brigou com o próprio irmão.  

Em meio a uma crise na campanha, em que até foi a público para explicar que continua candidato, apesar dos pedidos de voto útil por parte dos próprios eleitores, Ciro Gomes (PDT) agora lida com crise familiar – e no seu Estado natal, o Ceará.

“Recebi uma facada poderosa nas costas. A traição é a cara do momento no Ceará. Resolvi não ir ao meu Estado pela primeira vez. Que o cearense diga lá o que quer fazer de mim”, disse Ciro em recente entrevista ao site O Antagonista. O candidato rompeu com o próprio irmão, Cid Gomes

- Publicidade -

O rompimento de uma aliança de 16 anos entre o grupo de Ciro e o PT no Ceará dividiu a família Ferreira Gomes. Enquanto o candidato do PDT ao Palácio do Planalto ataca o PT, o senador Cid Gomes (PDT-CE) e o prefeito de Sobral, Ivo Gomes (PDT) – irmãos do ex-ministro -, evitam dar apoio a Roberto Cláudio (PDT), o candidato de Ciro ao governo, e fazem campanha para o petista Camilo Santana ao Senado.

LEIA MAIS
Membros da CP falam em clima de “desânimo” após impeachment de Airton ser enterrado
Plano de Mobilidade Urbana para São Carlos é apresentado em audiência pública
 

Na tentativa de se reaproximar do PT, Cid afirmou que não vai declarar voto para governador. “Vou me preservar no primeiro turno para tentar ser esse catalisador, o cupido da renovação dessa aliança”, disse o senador, no início do mês, ao pedir votos para Ciro e Camilo Santana, em Sobral. Cid está recluso e não participou nem mesmo da convenção do PDT que lançou a candidatura do irmão à sucessão de Jair Bolsonaro (PL).

Roberto Cláudio corre o risco de ficar fora do segundo turno, que deve ser disputado entre Elmano de Freitas (PT), candidato de Lula, e Capitão Wagner (União Brasil), nome avalizado por Bolsonaro.

A divisão tem atrapalhado também a candidatura de Ciro no seu Estado. Pesquisa Ipec divulgada na quinta-feira da semana passada indicou que o pedetista tem 10% das intenções de voto no Ceará. Ocupa o terceiro lugar no Estado onde construiu sua trajetória política, atrás de Lula (63%) e Bolsonaro (18%).

- Publicidade -

Nas três eleições presidenciais que disputou, Ciro sempre venceu em seu Estado. Em 1998 ele bateu, com 34,23% dos votos, Lula e Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que foi eleito. Em 2002, venceu Lula e José Serra (PSDB), com 44,48% dos votos válidos. E superou Fernando Haddad (PT) e Bolsonaro em 2018, com 40,95%.
 

Divisão

Adversários políticos de Ciro duvidam, no entanto, que haja um rompimento na família. O ex-senador Eunício Oliveira (MDB-CE) vê o movimento como “jogo de cena” para garantir cargos, caso o PT ganhe o governo do Ceará. “Eles não brigam entre eles, não. Eles querem uma boquinha porque perderam o Brasil. O Ciro destruiu tudo, ninguém pode ser ministro de um nem de outro”, afirmou Eunício, em referência a Lula e a Bolsonaro.

O presidente do PDT, Carlos Lupi, disse ao Estadão que Cid tem evitado seus contatos. “Não falo com ele há um bom tempo Ele se licenciou do Senado. Logo no comecinho (do período eleitoral), liguei para ele e não respondeu. Não voltei a falar “

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

VEJA TAMBÉM
Saiba por que redes sociais são ferramentas decisivas para converter clientes
 

- Publicidade -
Mídias Digitais
Mídias Digitaishttps://www.acidadeon.com/
A nossa equipe de mídias digitais leva aos usuários uma gama de perspectivas, experiências e habilidades únicas para criar conteúdo impactante., com criatividade, empatia e um compromisso com a ética e credibilidade.

veja mais

- Publicidade -

Recomendado por Taboola

Notícias Relacionadas