
A “meia-volta” empreendida pela Câmara Municipal causa as primeiras reações dentre vereadores e a busca por um entendimento que leve a uma nova abertura da Comissão Processante. Na tarde de ontem (27), com 13 votos a 4, o Legislativo considerou sob suspeição as ações dos vereadores Roselei Françoso (MDB) e Paraná Filho (PSB) no âmbito do processo de impeachment.
Um dos membros da Processante, Djalma Nery (PSOL) estava ausente na sessão de ontem por compromissos fora do município. Ele disse ter ficado surpreso com a reviravolta do caso.
“Fui pego de surpresa pela posição da Câmara em aceitar pedido de suspeição dos vereadores que, na prática, põe em terra todo o processo que é importantíssimo para averiguar, investigar se houve ou não algum caso de crime de responsabilidade e com indícios muito claros”, afirma.
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Para o parlamentar, a imagem que o Legislativo passa é de “impunidade”. “A primeira mensagem que fica é que foi feito um acordo. Então, e agora, com esse novo acordo se reacomodaram os grupos políticos, então a Comissão Processante passa a ser desnecessária”, comenta.
Relator da Processante, Paraná Filho foi considerado “suspeito” em conduzir a investigação tendo, supostamente, interesse pessoal. A alegação da defesa do prefeito – e acatada de pronto pelos vereadores – é que o fato de o vereador manter o nome no mesmo escritório de advocacia seria motivo para “contaminação” do impeachment.
Na opinião do parlamentar, os sucessivos recursos judiciais e agora a meia-volta da Câmara na realização da própria Processante “desanimam” os vereadores quanto aos resultados da investigação. “A gente sente um desânimo dos vereadores, sim, não posso negar”.
“A gente pode perceber que os advogados de defesa são insistentes em acionar o Judiciário em demandas muitas vezes até descabidas. Por outro, eles mostraram qual é o seu arsenal de defesa. E a Câmara já tem um maior entendimento do que é correto e errado dentro de um processo desse”, opinou.
Agora afastado da Processante e de qualquer assunto que se relaciona a impeachment do caso da entulheira, Paraná afirma que, apesar da posição dos vereadores, a “democracia venceu”.
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