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Prefeito de cidade da região é preso em operação do MP de combate à corrupção

O mandado de prisão preventiva de Marco César Aga foi expedido após investigações identificarem que uma empresa privada de saneamento teria subornado agentes públicos, incluindo secretários e prefeitos de quatro cidades paulistas e uma cidade de Minas Gerais

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Prefeito de Casa Branca é preso em operação do Ministério Público de combate à corrupção. (Foto: Facebook)
Prefeito de Casa Branca é preso em operação do Ministério Público de combate à corrupção. (Foto: Facebook)

O prefeito de Casa Branca foi preso e afastado do cargo, nesta quarta-feira (21), durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão expedidos por uma operação deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP).

O prefeito Marco César Aga teve sua prisão preventiva decretada na Operação Casa Limpa, que visa o combate a crimes de corrupção ativa e passiva, fraude licitatória, lavagem de dinheiro e organização criminosa. 

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Segundo o Ministério Público, uma empresa privada de saneamento teria subornado agentes públicos, incluindo secretários municipais e prefeitos, para ser escolhida em processos licitatórios de concessão dos serviços de água e esgoto em cidades do interior paulista.

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A empresa de saneamento Águas de Casa Branca, que atualmente opera o serviço de água e esgoto na cidade, informou, em nota, que segue todos os padrões legais em seus contratos e que está à disposição da Justiça para colaborar com as investigações.
 

“Com relação à investigação conduzida pela Procuradoria Geral de Justiça no Município de Casa Branca, a concessionária Águas de Casa Branca, por seus Diretores e representantes, destaca que está à disposição das autoridades do Ministério Público Estadual, para todo e qualquer esclarecimento, como também para contribuir com todas as investigações, destacando que segue todos os padrões de legalidade em suas relações contratuais”, alegou a empresa.

Ainda de acordo com as investigações do MP, os políticos envolvidos no esquema de suborno atuam em órgãos públicos das cidades paulistas de Casa Branca, Santana de Parnaíba, Santos e Cubatão, além de Poços de Caldas, em Minas Gerais.

Ao todo, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão e um de prisão preventiva pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e o Setor de Competência Originária Criminal da Procuradoria-Geral de Justiça.

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O esquema

As investigações do MP concluíram que o esquema de suborno teria ocorrido no formato de “triangulação financeira”, de modo que os valores repassados fossem depositados em contas bancárias de terceirizados da empresa de saneamento e de parentes ou pessoas indicadas pelos agentes públicos. 

Além da transações virtuais de dinheiro, durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, foram encontrados na casa de um dos investigados pacotes com R$ 401,7 mil em espécie que estavam separados em malas.

A investigação analisou diversas provas documentais, como dados bancários e fiscais de agentes públicos, familiares e pessoas próximas, além de oitivas dos depoimentos dos envolvidos.

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