Desde o início de março, os boletins da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) apontam para um aumento considerável no número de casos de vírus sincicial respiratório (VSR), o mesmo que está causando superlotação no sistema de saúde em São Carlos. Ainda não há vacina para prevenir a infecção, mas existem medidas preventivas que podem impedir a propagação.
O VSR é um vírus respiratório comum que geralmente causa sintomas leves e semelhantes ao de resfriados, onde a maioria das pessoas se recupera em uma ou duas semanas, mas pode se tornar mais grave especialmente em bebês e idosos.
Segundo a Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive-SC), o VSR é um dos principais agentes etiológicos que causam infecções no trato respiratório inferior de lactentes e crianças menores de 2 anos no país, sendo responsável por 75% dos casos de bronquiolite e 40% de pneumonias.
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- Bronquiolite: inflamação aguda dos bronquíolos terminais, que são pequenas ramificações que conduzem o ar para dentro dos pulmões;
- Pneumonia: infecção nos pulmões.
O vírus é muito contagioso e oferece mais perigo para bebês recém-nascidos e crianças pequenas, principalmente com menos de 6 meses com sistema imunológico enfraquecido, distúrbios neuromusculares – dificuldade de engolir ou limpar secreções -, doenças pulmonares ou cardiopatia.

TRANSMISSÃO E SINTOMAS
Sua transmissão é de pessoa a pessoa, pelo contato direto com gotículas respiratórias eliminadas pela pessoa infectada ao tossir, espirrar ou falar, ou de forma indireta, pelo contato com superfícies e objetos contaminados, onde o vírus pode sobreviver por horas.
Os sintomas costumam aparecer dentro de quatro e seis dias após a transmissão, mas não aparecem de uma vez só. Em bebês, os únicos sintomas podem ser irritabilidade, diminuição da atividade e dificuldades respiratórias, incluindo apneia – distúrbio do sono que afeta a respiração.
Entre os mais comuns estão:
- Coriza;
- Espirros;
- Tosse;
- Febre;
- Dor de garganta;
- Dor de cabeça;
- Diminuição do apetite.
As medidas de precaução e prevenção do VSR são as mesmas para os demais vírus respiratórios: evitar contato com pessoas gripadas; higienizar as mãos com frequência; cobrir o nariz e boca ao tossir ou espirrar; evitar tocar na face; desinfetar superfícies; usar máscaras em caso de sintomas respiratórios e ficar em casa se estiver doente.
Neste momento, também é recomendado evitar visitar crianças e idosos, que estão mais suscetíveis a ter infecções mais graves, e se o fizer, é importante seguir os passos acima.
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