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São CarlosSaúdeFim da Pandemia: Relembre os primeiros dias de quarentena em São Carlos

Fim da Pandemia: Relembre os primeiros dias de quarentena em São Carlos

2020 seria um ano normal na Capital da Tecnologia, até que um vírus respiratório mudou o curso da história; decreto da OMS não encerra reflexos da crise sanitária global

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Passados 1.150 dias, São Carlos encerra a pandemia de Covid-19 com 64.041 casos da doença e 639 mortos. Os moradores da cidade vivenciaram, nos últimos três anos, momentos de angústia, de luto e de dor relacionados à emergência sanitária. O acidade on relembra como foram os primeiros dias da pandemia na Capital da Tecnologia.

2020, o que seria mais um ano normal na história da cidade, com anúncios de vagas na UFSCar, atividades no Sesc e as recorrentes enchentes, transcorria “sem sobressalto” com um pano de fundo que mostrava, em noticiário distante, internacional, uma virose – aparentemente respiratória – que acometia moradores da China.

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As semanas se passaram, a virose – já “nomeada” como novo coronavírus – se alastrava por diversos países. Como peças de um dominó caindo em sequência, nações ricas, pobres e em desenvolvimento se ajoelhavam, uma a uma, diante aquilo que se demonstrava uma nova emergência sanitária.

Do epicentro daquilo que viria a ser uma pandemia, o são-carlense Luís Enrique Ribeiro, morador de Hunan, China, relatou das Filipinas a falta de máscaras e equipamentos de proteção no país de Mao.

“Pelo o que eu estou lendo, a prevenção é para todos. Lavar as mãos a todo tempo, manter a higiene pessoal em dia, se hidratar bem, usar máscara toda vez que sair e sair só quando realmente precisar. Não é recomendado se exercitar fora de casa. Fora isso, é viver normalmente”, descreveu, em 5 de fevereiro de 2020 o professor de inglês.

Em 26 de fevereiro, esta redação noticiou o primeiro caso de Covid-19 no Brasil. No limiar de março, o Ciesp informou que pelo menos 50% das indústrias locais já eram afetadas pela emergência sanitária.

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Shoppings, comércios, casas de eventos e bares suspenderamm atividades em meados de março. Em 17 de março, resolução da Câmara Municipal mudou a realização das sessões, que passaram a ser remotas. As regras inicialmente durariam por 15 dias, prazo em que se acreditava que a epidemia se esvaziaria.

Em 18 de março, o que a cidade mais temia aconteceu: o primeiro caso da doença foi confirmado. Um homem de 35 anos foi diagnosticado com Covid e ficou em isolamento domiciliar. A situação ensejou, inclusive, na decretação de situação de emergência, com regramentos que regeriam a vida no município nos anos seguintes.

Nem todos acataram as medidas sanitárias. Houve reclamações por parte de setores econômicos do município. Na Câmara Municipal, os vereadores Leandro Guerreiro, Sérgio Rocha e Malabim defenderam, em tribuna a reabertura do comércio. Rocha e Guerreiro, inclusive, participaram de carreata, em plena pandemia, para protestar contra as medidas sanitárias vigentes.

Naquele início de quarentena, reação diversa – e mais proativa – foi vista nas artes e ciência. Já em fins de março, o on noticiou que pesquisadores da USP São Carlos criaram robô que poderá ajudar no combate à doença; outro robô, o CheckCorona, do ICMC (Instituto de Ciências Matemáticas), ajuda pacientes a identificarem a doença por meio do WhatsApp.

Outra iniciativa daquelas primeiras semanas, gestada também dentro de universidade, foi o apoio a famílias de crianças e adolescentes com autismo. Guias foram elaborados, rede de solidariedade, reforçada.

Nas artes, ilustradores criaram o Salão de Artes Visuais da Quarentena, com obras de diferentes técnicas, como pintura desenho, gravura, fotografia, em ambiente digital.

Naquelas semanas iniciais, os são-carlenses se ajudaram como podiam. Desde arrecadação de alimentos e donativos para famílias em situação de vulnerabilidade social até na confecção de máscaras para a Santa Casa. Um grupo de costureiras se juntou para fabricar máscaras e aventais, em reforço importante nos equipamentos de proteção. “Gostaria que toda a população pudesse ajudar nesse momento, pois a Santa Casa é fundamental para nossa cidade”, afirmou, na época, a artesã Renata Maiotto, uma das participantes.

Do ponto de vista estudantil, a UFSCar reforçou apoio a estudantes com distribuição de marmitas e kits alimentícios para os bolsistas.

Nos pandêmicos meses seguintes, a história mostra que muito viria a se agravar na cidade. Lotação máxima nos serviços de saúde, alta carga nos serviços funerários, falta de medicamentos e EPIS em farmácias e unidades de saúde foram algumas das questões que São Carlos atravessou. A pandemia teve, ainda, implicações econômicas, sociais e psicológicas que não terminam com a decretação do fim da emergência sanitária.

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