
Pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) desenvolveram um chip descartável com dois biossensores que utilizam uma proteína que detecta e distingue se o paciente está com zika e dengue. A solução pode ajudar no diagnóstico da doença.
O estudo é realizado pelo Grupo de Nanomedicina e Nanotoxicologia (GNano) do IFSC/USP, coordenado pelo pesquisador Valtencir Zucolotto, e foi publicado em revista internacional.
Segundo os cientistas, a pesquisa é particularmente importante tendo em vista que os vírus zika e dengue apresentam sintomas muito parecidos, sendo que os diagnósticos comuns geram por vezes dúvidas entre uma e outra doença. Por outro lado, o novo chip apresenta também a particularidade de distinguir essas proteínas da proteína spike do vírus causador da Covid-19 e que, no estágio inicial, também apresenta sintomas semelhantes aos da zika e dengue. Isso é especialmente relevante para áreas onde há a incidência simultânea dessas doenças.
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Havendo a possibilidade de integrar mais dois biossensores neste chip, tornando-o uma plataforma portátil e versátil para a detecção várias doenças virais, este estudo poderá causar impactos positivos e bastante importantes, principalmente nos serviços de saúde, tendo em vista que só no que diz respeito à Dengue, a Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que anualmente 390 milhões de pessoas sejam infectadas por esse vírus em todo o mundo.
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