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Entenda os motivos da região de Campinas ser referência em inovação

Região de Campinas é referência nacional e abriga polo tecnológico de inovação e eletrônicos

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Parque Científico e Tecnológico da Unicamp. (Foto: Pedro Amattuzi/Divulgação Inova Unicamp)

 

A região de Campinas é referência no país em pesquisa, inovação e tecnologias de ponta. De acordo com a edição de 2021 do Ranking Connected Smart Cities, um estudo que mapeia as cidades com maior potencial de desenvolvimento no país em Tecnologia e Inovação, no estado de São Paulo, Campinas ocupou o segundo lugar de cidade mais desenvolvida, atrás da capital paulistana e na frente do município de São Carlos. 

A cidade campineira concentra mais de 300 empresas com reconhecimento global em inovação tecnológica, como a Bosch, Elektro, CPFL Energia, Arcor entre outras. Além disso, a região é berço de startups inovadoras como a CI&T, Quinto Andar e o iFood. 

Segundo o diretor do Parque Científico e Tecnológico da Unicamp, Eduardo Gurgel do Amaral, as startups são definidas pelo crescimento escalável e pelo alto retorno para a economia. "Regiões que concentram essas empresas, como é o caso Campinas, automaticamente acabam alimentando a economia como um todo, porque o salário mais alto também demanda serviços de melhor qualidade, ativando toda a economia, mesmo aquela que não está diretamente ligada a esses negócios tecnológicos", explica. 

PRINCIPAL CARACTERÍSTICA 

A característica de fomento à pesquisa e desenvolvimento de tecnologias faz parte da história do Vale do Silício brasileiro. Desde o princípio, a região assistiu a um desenvolvimento que passou pelo café, açúcar e ferrovia, pela instalação de indústrias mais tradicionais nos anos 50, e, também, pela criação de instituições de pesquisa e desenvolvimento de tecnologia a partir da década de 70. 

Em 1976, por exemplo, foi criado, a partir da iniciativa estatal, o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD). O centro tinha a empresa estatal de Telecomunicações Brasileiras S/A (Telebrás) como um de seus principais serviços. Hoje, a Telebrás é privatizada, mas sua fundação ainda possui sede na cidade de Campinas. 

Além disso, o município conta com mais de 20 centros de tecnologias e pesquisas em inovação, como o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), o Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI), o Techno Park, entre outros. 

A Unicamp foi criada em 1966 e tem participado ativamente do desenvolvimento da região desde então. Segundo o diretor Gurgel, a implantação da Universidade facilitou e incentivou a entrada de outras empresas na região. "Essa capacidade de formar profissionais altamente capacitados é fundamental para sustentar essa economia e é uma das principais razões pelas quais cada vez mais empresas vieram para a região de Campinas e novas empresas continuam surgindo".  

 

Região de Campinas é referência nacional e abriga polo tecnológico de inovação e eletrônicos (Foto: Pedro Amattuzi/Inova)

O PAPEL DAS UNIVERSIDADES 

No dia 15 de março, representantes de universidades, centros de pesquisa, empresas e o poder público participaram de uma solenidade no Instituto Agronômico de Campinas (IAC). O evento celebrava o terceiro lugar de Campinas no Prêmio Nacional de Inovação. 

A conquista da cidade foi também resultado da integração da Unicamp com o setor empresarial e ao foco inovador das pesquisas realizadas na instituição. A Agência de Inovação Inova da Unicamp é a responsável pela gestão do Parque Científico e Tecnológico, que hospeda mais de 40 empresas. 

De acordo com o diretor do Parque, Eduardo Gurgel do Amaral, a Unicamp é um importante fomentador de inovação por ajudar a desenvolver o ecossistema empreendedor ao redor da instituição. "Só a Unicamp tem mais de 850 grupos de pesquisa diferentes. Respondemos por 80% da produção tecnológica da Região Administrativa de Campinas", explica. 

Segundo dados da Agência de Inovação Inova Unicamp, o setor industrial vinculado ao Parque registrou, desde 2016, um aumento de 116% de empregos diretos. Isso significa que até o final de 2021, foram geradas 729 novas posições de trabalho sob influência dos esforços realizados na universidade. 

Durante a pandemia de covid-19, o diretor explicou que a área de alta tecnologia não sofreu grandes impactos. "Os empregos cresceram, as empresas cresceram também e não sentiram tanto, porque de fato essa área de alta tecnologia, dependendo da área de atividade, acabou sendo mais demandada do que o normal". 

Além da Unicamp, outras instituições de ensino superior se destacam no caráter de pesquisa e inovação. Este é o caso da Faculdade de Campinas (Facamp), da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas) e da Universidade Presbiteriana Mackenzie (Mackenzie), que também ajudam a fomentar a produção intelectual e científica de áreas da tecnologia e inovação na região.  

 

Região de Campinas é referência nacional e abriga polo tecnológico de inovação e eletrônicos. (Foto: Pedro Amattuzi/Inova)

CIDADES 

Há outras cidades da região que também fazem parte do Vale do Silício brasileiro e que se destacam com pesquisas científicas e investimentos em startups, como Araraquara e São Carlos. 

De acordo com o Índice de Cidades Empreendedoras (ICE), de 2022, a cidade de São Paulo, Campinas, Florianópolis (SC), São José dos Campos, Curitiba (PR), Campinas Grande (PB), Caxias do Sul (RS), Vitória (ES), Porto Alegre (RS) e Rio de Janeiro (RJ) aparecem como as regiões com mais oportunidades de inovação do Brasil. 

Cidades como Santa Rita do Sapucaí (MG), com a indústria eletrônica; Recife (PE), com o Porto Digital; e Belo Horizonte (MG), com o San Pedro Valley, também fazem parte das cidades pertencentes ao Vale do Silício brasileiro.

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