O governo brasileiro anunciou a abertura de dois novos mercados para produtos agropecuários brasileiros: o Paraguai, para as exportações de sêmen e embriões caprinos e ovinos; e Vietnã, Tailândia, Turquia e Nova Zelândia, para a exportação de farelo de milho, um dos produtos resultantes da produção do etanol do grão.
Com essas novas aberturas, o Brasil chega a 65 mercados externos para os produtos agropecuários brasileiros neste ano. Os resultados são fruto do trabalho conjunto do Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) e do MRE (Ministério das Relações Exteriores).
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SÊMEN E EMBRIÕES CAPRINOS E OVINOS
O Paraguai é um país com grande potencial para a produção de carne e leite de caprinos e ovinos, e a importação de material genético (sêmen e embriões) brasileiro pode contribuir para o aumento da produtividade e da qualidade desses produtos.
As negociações para a abertura do mercado foram iniciadas em março deste ano e a aprovação do Certificado Sanitário Internacional, que permite a exportação dos produtos, foi concluída este mês, com a publicação dos requisitos zoosanitários pela autoridade sanitária do Paraguai.
De acordo com o documento, as condições de manipulação, carregamento e transporte obedecem aos padrões higiênico-sanitários recomendados internacionalmente, que asseguram os cuidados necessários para evitar o contato dos produtos com qualquer fonte potencial de contaminação.
FARELO DE MILHO
O farelo de milho tecnicamente chamado de DDG (distiller´s dried grains/grãos secos por destilação) ou DDGS (distiller´s dried grains with solubles/grãos secos por destilação com solúveis) – é um insumo essencial para a produção de proteína animal, e a sua exportação para Vietnã, Tailândia, Turquia e Nova Zelândia pode contribuir para o aumento da competitividade das indústrias agroalimentares brasileiras no mercado internacional.
Os DDGS/DDG são gerados a partir da produção do etanol do milho na segunda safra. O insumo é fonte proteica e energética nas formulações de ração animal (de ruminantes, suínos, aves, peixes e camarão).
De acordo com a ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), as projeções indicam que até 2031/2032, a produção de etanol de milho brasileiro saltará para 10,88 bilhões de litros, o que levará a uma oferta para o mercado de aproximadamente 6,5 milhões de toneladas de DDG/DDGS.
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