*Por: Marina Fávaro
Dados divulgados pelo Informativo Comércio Exterior da Piscicultura indicam que a exportação de peixes de cultivo cresceu 72% no segundo trimestre deste ano. Peixes de cultivo são criados em viveiros escavados no solo, em tanques-rede ou em sistemas de recirculação de água.
Elaborado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), o informativo aponta que a piscicultura gerou um volume de US$ 23,7 milhões em exportações no primeiro semestre deste ano, o equivalente a 96% das exportações do setor em todo o ano de 2023. Ou seja, entre os meses de janeiro e junho, foi exportado quase o mesmo volume, em valores, de todo o ano passado.
O presidente da Peixe BR Francisco Medeiros aponta fatores que contribuíram para o resultado. Segundo ele, a qualidade da tilápia brasileira é cada vez mais reconhecida internacionalmente e a agilidade na entrega de filés frescos, especialmente nos Estados Unidos, o principal país importador, pesaram no resultado das exportações.
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“O nosso produto chega em território estadunidense em 24 horas. Esse fator é importante, porque os nossos concorrentes (como é o caso da China) não conseguem colocar filé de tilápia fresco nos EUA. Destaco também o câmbio favorável para exportações. Os preços internos estão relativamente estáveis, a disponibilidade de peixes é boa e aí os frigoríficos aproveitam o câmbio para fortalecer as exportações”, pontuou.
Em números, entre abril e junho, 67% do volume das exportações corresponde aos filés frescos ou refrigerados; e 26% aos peixes inteiros congelados. A tilápia foi a espécie mais exportada pelo Brasil no segundo trimestre de 2024 (92%).
Estados Unidos (87%) e Peru (7%) lideram o ranking do destino de peixes brasileiros. A tilápia foi a espécie mais exportada para os Estados Unidos (US$ 12,9 milhões), seguida pelo tambaqui (US$ 11 mil). Quanto ao Peru, o pacu (US$ 525 mil) e o curimatá (US$ 480 mil) foram as duas principais espécies exportadas.
O informativo também destaca que o Paraná continua sendo o principal estado exportador, mas a participação de São Paulo cresceu. “São Paulo teve um bom desempenho, porque houve aumento das exportações de filé fresco. Como as exportações são feitas via aérea, especialmente pelos aeroportos Viracopos e Guarulhos, as empresas de São Paulo tiverem esse fator positivo de competitividade”, concluiu o presidente da Peixe BR.
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*Sob supervisão de Marcelo Ferri