A EPAMIG (Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais) quer fomentar o cultivo do arroz de terras altas em Minas Gerais e, para isso, iniciou a implantação de 38 UDs (Unidades Demonstrativas) de cultivares comerciais e linhas do alimento em propriedades rurais distribuídas em 15 cidades do Estado. A expectativa é que a iniciativa gere novas alternativas de renda para produtores rurais mineiros.
O trabalho é realizado em conjunto com a Emater (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais) e com o Programa “Melhor Arroz” da UFLA (Universidade Federal de Lavras). Pesquisadores e estudantes acompanharão a produtividade, adaptabilidade, desenvolvimento e rentabilidade dos materiais nas cidades, situadas no Sul de Minas, Vale do Jequitinhonha e Campo das Vertentes.
O acompanhamento será realizado entre outubro deste ano e fevereiro de 2024, quando ocorrerá a colheita de amostras que serão avaliadas na UFLA. “Vamos acompanhar, junto aos produtores e à Emater-MG, quais materiais se adaptaram melhor às condições de clima e solo, e também quais tiveram melhores respostas às tecnologias disponíveis em cada propriedade. No fim, o produtor saberá qual cultivar terá o melhor custo-benefício para ele”, detalha Janine Guedes, pesquisadora da EPAMIG e uma das coordenadoras das pesquisas.
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De acordo com Janine, nas UDs, onde serão avaliadas as linhagens do Programa de Melhoramento, as equipes de pesquisadores, extensionistas e estudantes utilizarão o método de MGP (Melhoramento Genético Participativo), que consiste em plantar os materiais utilizando apenas as tecnologias disponíveis nas propriedades.
Segundo a pesquisadora, o interesse de produtores mineiros no cultivo do arroz de terras altas cresceu consideravelmente nos últimos dois anos, devido à alta dos preços do produto nos mercados e à busca pelo alimento, por parte das prefeituras, para abastecer o PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar) e o PAA (Programa de Aquisição de Alimentos).
“Minas Gerais já foi o 3º maior estado produtor de arroz do Brasil e, hoje, ocupa a 18ª posição. Perdemos muitas áreas de arroz no estado, que foram substituídas pelo cultivo da soja. Além disso, atualmente, a legislação está cada vez mais rigorosa para se abrir uma área de arroz inundado, devido à emissão de gases de efeito estufa”, explica Janine.
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