Por Luana da Fonte, supervisionado por Marina Fávaro
O período chuvoso, além de favorecer o desenvolvimento das lavouras, também é considerado estratégico para a prevenção de incêndios no meio rural. É nessa fase do ano que os produtores intensificam o planejamento, organizam estruturas e adotam medidas que podem fazer diferença quando o risco de fogo se torna mais elevado durante a seca.
A preparação envolve desde a organização de equipamentos e equipes até o planejamento administrativo e técnico das propriedades. O objetivo é garantir que, no momento de maior risco, toda a estrutura necessária esteja pronta para agir rapidamente. Segundo o agricultor e presidente do Sindicato Rural de Morro Agudo, Roberto Carmanhan de Figueiredo, “é o momento da gente se organizar, porque na hora do incêndio não tem muito o que fazer, a não ser acudir e combater o fogo”.
O presidente do sindicato explica que entre as principais ações realizadas nesse período estão a atualização de documentos, o registro de planos de prevenção e ajuda mútua, além da organização de máquinas, caminhões e equipamentos de combate ao fogo. Também ganham destaque os treinamentos das equipes que atuam nas propriedades, com capacitações voltadas para o atendimento em situações de emergência no campo.
O poder público e os órgãos ambientais participam desse processo ao orientar os produtores e auxiliar no planejamento de ações conjuntas. De acordo com Figueiredo, em alguns municípios, por exemplo, já são feitas previsões de recursos para o combate aéreo a incêndios, além de treinamentos com a defesa civil e o corpo de bombeiros, visando ampliar a capacidade de resposta a ocorrências na zona rural.
Em algumas cidades, como Morro Agudo, a tecnologia também tem papel importante na prevenção, com o uso de monitoramento via satélite e sistemas de alerta que identificam focos de incêndio em tempo real. “São monitoramentos feitos via softwares inteligentes, a área é monitorada com uma constelação de satélites que passa a cada 15 minutos e ele detecta focos de incêndio, assim que identifica fumaça, ele emite um alerta”, explica o presidente do sindicato.
O período de chuvas também é visto como uma oportunidade para práticas ambientais, como o reflorestamento e a recomposição de áreas degradadas. Além disso, a manutenção da vegetação rasteira e a roçada do capim das bordas de estradas e cercas ajudam na prevenção. “A gente pede para roçar as beiras de cercas, pois lá na época da seca vai ter capim que vai ser o início da propagação do incêndio”, conclui o presidente.
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