Os jogos para dispositivos móveis (ou seja, focados em celulares e tablets) estão ganhando força a cada dia. Já temos ótimos títulos no mercado, indo desde os MOBA até os tradicionais puzzles.
Contudo, acredito que o universo dos jogos para dispositivos móveis acaba de entrar em uma nova era. Isso porquê a Krafton, gigante sul-coreana responsável pelo sucesso PUBG Mobile, lançou seu novo título: Abyss of Dungeons.
O jogo, em si, aposta no arroz com feijão. Ele é um RPG no modelo hack and slasch e extração, onde entramos em tumbas, cavernas e outros locais inspirados na fantasia medieval, destruímos inimigos, coletamos recursos e ganhamos experiência, que utilizaremos para evoluirmos, ficarmos mais poderosos e obtermos itens mais fortes. Quem curte games como Diablo com certeza vai gostar de Abyss of Dungeons.
Mas grande trunfo de Abyss of Dungeons é outro: o que ele está agregando ao universo de games mobiles.
Vale destacar que o Brasil foi um dois poucos países a receber o game, contando, inclusive, com um servidor na América do Sul. E isso não foi à toa!
Em entrevista ao EP Games Joonseok Ahn, Chefe de Produção da Bluehole Studio, afirmou que o “Brasil ocupa atualmente o segundo lugar entre todos os países-alvo em termos de pré-registros” . Ainda de acordo com ele, há um “grande interesse e expectativa por parte dos jogadores do país, especialmente após o anúncio do lançamento brasileiro em maio. Muitos jogadores aguardavam o lançamento há muito tempo e o sentimento geral tem sido bastante positivo. Esperamos que esse entusiasmo se traduza em uma experiência de jogo divertida e envolvente.”
Um verdadeiro show
O que mais me impressionou em Abyss of Dungeons foi como a Krafton conseguiu trazer para os dispositivos móveis toda a riqueza de um RPG de extração, principalmente na parte gráfica.
O jogo está muito bonito e detalhado, com cenários bacanas e bem-feitos. Os sons também me impressionaram e atenderam as expectativas. Esses dois pontos merecem destaque, pois nem sempre os jogos mobile oferecem isso.
É importante destacar que testei o jogo em dois dispositivos diferentes, para ver a jogabilidade. Usei um iPhone 11 e um Xiaomi Poco X7 Pro. O modelo chinês, por ser mais moderno, teve um excelente desempenho, mas o modelo da Apple também mostrou bons resultados. O gameplay, inclusive, foi gravado no iPhone.
Isso mostrou o quanto a Bluehole, estúdio responsável pelo desenvolvimento, dedicou-se ao projeto.
Joonseok Ahn afirmou que a “equipe tem se concentrado na jogabilidade única do gênero de extração desde seus estágios iniciais e iniciou o desenvolvimento de Abyss of Dungeons no início de 2023”, o que reforça essa dedicação.
Um dos maiores desafios foi manter a identidade central do gênero RPG de extração ao mesmo tempo em que ajustava seus elementos hardcore para torná-lo compatível com dispositivos móveis. Trabalhamos extensivamente para implementar mecânicas de combate complexas por meio de controles intuitivos para toque e garantir um desempenho estável em uma ampla variedade de dispositivos móveis – Joonseok Ahn, Chefe de Produção da Bluehole Studio
Mecânica consagrada
Como disse, Abyss of Dungeons aposta em um estilo já consagrado e consegue entregar o que propõe. De forma resumida, vamos nos aventurar em cavernas e masmorras atrás de tesouros, usando combate baseado em física, gameplay orientada por progressão e conteúdo pensado para agradar tanto jogadores casuais quanto hardcore.
Temos à nossa disposição seis classes jogáveis: Guerreiro, Bárbaro, Ladino, Arqueiro, Clérigo e Mago. Cada classe possui habilidades e estilos de jogo únicos, permitindo diversas estratégias e combinações dentro do jogo.
Como era de se esperar, as classes mais “combativas” são mais fáceis de se jogar, enquanto as que utilizam magias são as mais difíceis. As classes que requerem alguma estratégia, como os Ladinos e Arqueiros, ficam com uma dificuldade mediana.
Algumas áreas do jogo pedem mais de um jogador. Nesses casos, podemos jogar com amigos ou com pessoas escolhidas aleatoriamente para cada partida. Caso não queira jogar com ninguém, pode-se contratar mercenários, que são bots para isso.
Após cada aventura, desbloqueamos novos mapas, cenários e missões, ao mesmo tempo em que podemos evoluir nosso personagem em três árvores: força, agilidade e resistência. Além disso, a cada nível que passamos, ganhamos novas habilidades de classe. Cada jogador, pode ter até três personagens.
A jogabilidade foi muito bem trabalhada e isso merece destaque. Um exemplo disso é a funcionalidade de automatizar certas ações. Podemos habilitar uma função que pega espólios de batalha ou abre baús de forma automática, o que dá muita fluidez às partidas.
Pontos negativos
Tem dois pontos que não gostei do jogo, mas é algo particular meu. Os comandos ficam muito apertados na tela, por isso muitas vezes acabei clicando em uma habilidade antes da hora. Acredito que aqueles dispositivos que reproduzem controles de consoles sejam muito bons para isso, mas, confesso, que não fui atrás disso.
Para as gerações mais novas, habituadas a jogar em telas, provavelmente isso não será um problema.
Outra coisa, e isso achei pior, foi o fato de que não encontrei onde aumentar as letras do jogo. Poxa, pessoal, já passei dos 40 e preciso de óculos, mas para letrinhas muito pequenas como as do jogo, não dá conta!
Concluindo
Como Ahn já avisou, o Brasil é um mercado-chave para a Krafton. Então, o jogo está com textos e legendas em português do Brasil, sendo uma ótima opção para quem quer uma experiência próxima aos consoles e PC. Ele é gratuito – um ponto super positivo -, mas com possibilidades de compras dentro do jogo.
Abyss of Dungeouns, portanto, está levando os jogos mobiles a uma nova era, com muitos desafios e possibilidades.
Confira nosso gameplay: