Os jogos soulslike possuem uma característica bem peculiar: ou você os ama ou você os odeia. Não existe meio termo. Você nunca vai encontrar alguém que fale “ah, é legal de vez em quando”.
Isso porque o gênero surgiu com os clássicos Dark Souls, jogos de RPG extremamente desafiadores, que não possuem níveis de dificuldade. Eles são difíceis e ponto final. Você que se vire para vencer e terminar a partida.
Justamente por isso, o soulslike é um jogo de extremos, amado por uns e detestados por outros.
Então, se você é um fã do gênero, precisa conhecer Black Myth: Wukong, soulslike desenvolvido pela pouco conhecida Game Scince, que leva o estilo a uma nova geração.
O game foi anunciado em agosto de 2020, com um gameplay que – à época – deixou muita gente animada. Afinal, o jogo estava sendo desenvolvido com o Unreal Engine 5, motor gráfico da Epic Game, o que garantiria belíssimos gráficos.
Mas, desde o anúncio até o lançamento oficial, houve uma grande jornada.
Uma aventura pela mitologia chinesa
Black Myth: Wukong é inspirado na mitologia chinesa, que ainda é bem desconhecida pelos ocidentais. Para mim, esse ainda é o principal diferencial do jogo, pois nos leva a um universo completamente novo.
Aqui vale uma ressalva: o personagem Wukong até que é conhecido dos gamers, aparecendo nos jogos League of Legend e Honor of Kings. Mas nunca entramos em sua história nesses jogos.
De forma resumida, vamos jogar com o Predestinado, um jovem homem-macaco que resolve resgatar o Rei Macaco Wukong, que fora derrotado em um combate contra ninguém menos do que Buda.
Com esse enredo, vamos seguir a Jornada ao Oeste, que faz parte da mitologia chinesa. Não vou me aprofundar nisso, mas se você tiver curiosidade, aqui tem um link que conta essa história.
Então, vamos nos aventurar em diversos aspectos dos mitos chineses, algo muito semelhante com o que tivemos em God of War, que trouxe mais informações sobre a mitologia nórdica.

Uma boa dose de pancadaria
Com essa temática de combates intensos contra seres mitológicos, Black Myth: Wukong traz a nova geração de souslike, misturando elementos de RPG, estratégia e, claro, batalhas intensas.
Basicamente, vamos derrotando inimigos para reunir Volância (ou XP, para usarmos um termo mais comum). Com esse poder, vamos aumentando nossos poderes, habilidades e técnicas.
Temos diversas opções nesse sentido, como técnicas de combate, magias e desenvolvimento próprio (como mais vida, por exemplo).
Somente assim, vamos ficando mais fortes e resistentes, para derrotamos os chefes, que nos darão novos poderes, que são muito úteis.
A dica, portanto, é vencer os inimigos fracos e ir se aprimorando. Trata-se do bom e velho farmar.
Em alguns pontos do jogo, podemos acender incensos, que permitem comprarmos equipamentos e outros itens, que serão uteis para ficarmos mais fortes e combativos.
Visual único
Como mencionei no começo, Black Myth: Wukong é feito com Unreal Engine 5, então temos cenários belíssimos! O jogo capricha nos mapas, então temos a sensação de realmente estarmos caminhando pelas montanhas chinesas.
A versão que joguei é do PlayStation 5, mas pelo que vi, as configurações para jogar no computador são pesadas. Não é qualquer computador que aguenta, não.
Inclusive, isso eu achei bem legal, é opção para daltônicos, pois isso garante que todos possam apreciar os belos gráficos do jogo.
O jogo é inteiro em inglês, mas ele tem textos e legendas em português do Brasil. Contudo, preciso dizer: eu tenho mais de 40! Caramba, coloquem a opção de aumentar as legendas, achei elas muito pequenas.
Jogabilidade desafiadora
Por ser um soulslike, Black Myth: Wukong é difícil. São vários comandos possíveis, mas com um certo tempo você se acostuma. Na versão para PlayStation, não demorei muito para me acostumar com os botões.
Não identifiquei grandes combos ou combinações mirabolantes. O grande desafio é o timming. A diferença entre viver e morrer é você descobrir e se antecipar aos golpes dos inimigos.
Então, vamos nos divertir!
Confira nosso gameplay: