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Crisol: Theater of Idols é interessante, mas não empolgante

Apesar da premissa interessante, jogo de Horror Survival perde a oportunidade de inovar e fazer algo diferente; confira o nosso review

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Quando coloquei as mãos em Crisol: Theater of Idols fiquei esperançoso. O jogo, do estúdio espanhol Vermila Studios, tendo como publisher a Blumhouse Games, parecia promissor. Tratava-se de um novo horror survival, em ambientado em um universo sombrio e perturbador.

O que me chamou a atenção logo de cara era o viés com um pezinho na realidade, pois ele se passa em uma versão alternativa e decadente da Espanha, um mundo onde temos entidades divinas claras, como o Deus do Sol e o Culto do Mar, além de entidades religiosas estranhas e assustadoras.

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Mas a minha animação durou pouco, pois apesar da ideia interessante, ele não empolga. Depois de algumas horas de partida, ele ficou cansativo e repetitivo.

Infelizmente, Crisol: Theater of Idols também não possui em português do Brasil, ficando restrito ao inglês e espanhol. Não é o ideal, mas facilita.

Um enredo básico

Crisol: Theater of Idols traz uma história interessante, mas sem grandes desdobramentos ou momentos chocantes. No jogo, vamos controlar Gabriel, um guerreiro devoto do Deus do Sol, cuja missão é ir até a região de Hispania para enfrentar seus rivais, o Culto do Mar, que teriam amaldiçoado a ilha.

A partir dessa premissa, vamos andar pelos mapas para tentar descobrir o que está acontecendo, enfrentar inimigos e resolver quebra-cabeças para conseguir itens especiais e mais elaborados.

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Ou seja, depois de algumas horas de partida, o jogo fica extremamente repetitivo, com encontros casuais, andanças pelo mapa e resoluções. De vez em quando encontramos Dolores, que teria o papel de ser um inimigo externo e tenebroso, mas que não consegue cumprir o que promete.

A grande sacada, que não foi aproveitada

O ponto mais legal de Crisol: Theater of Idols é que, após um encontro desastroso, somos abençoados pelo Deus do Sol para enfrentarmos nossos inimigos. Esse poder também é uma maldição, pois precisamos usar nosso sangue para enfrentar os inimigos.

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Para recarregar nossas armas, usamos nosso sangue (que é retirado do nosso HP). Ou seja, precisamos encontrar o equilíbrio perfeito entre estarmos prontos para a batalha e ficarmos vulneráveis. Por ter viés de RPG, podemos comprar habilidades que nos ajudarão nesse processo.

Só que o ponto é que a tensão que deveria surgir nesse delicado equilíbrio, não acontece. Toda hora encontramos “doses de sangue” para recarregarmos. Em nenhum momento pensei em fugir dos inimigos. Apenas matei-os e fui em busca do sangue, que era bem abundante.

A partir desse ponto, o jogo começa a desandar um pouco. Temos poucos inimigos, que em sua maioria são estátuas deformadas que levantam e saem a nossa caça, e que são previsíveis. O próprio estilo do jogo cria essa previsibilidade. Afinal, se vemos uma praça, já conseguimos antever a existência dessas estátuas malignas.

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Por causa do tamanho e de não parar de falar, até mesmo nossa amiga Dolores fica previsível.

Crisol: Theater of Idols capricha no visual e na jogabilidade

Apesar dos problemas o game tem um visual bem bacana e trabalhado. Os cenários são bem feitos e o som é imersivo, mas, como disse, poderiam ter sido melhores aproveitados.

A mecânica é bem simples, sendo facilmente jogador por qualquer um. Joguei a versão para PC, usando mouse e teclado e não senti dificuldades. Foi bem fácil pegar o timming do game.

Quem quiser mais informações sobre Crisol: Theater of Idols, pode acessar o site oficial, clicando aqui.

Confira o nosso gameplay:

* Jogo enviado gratuitamente para nossa avaliação

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