Existem franquias – não apenas de jogos – que ditam a cultura pop. Indiana Jones é uma delas. É verdade que ao longo de quase quarenta anos, tivemos produções boas e ruins, mas isso não tira os méritos da obra.
E, como não podia ser diferente, o mundo dos games acompanhou essa tendência. São mais de 20 jogos lançados desde 1984, quando Indiana Jones and The Lost Kingdom chegou ao mercado.
Eu joguei vários desses games, mas, apesar de alguns serem muito bons, nenhum realmente transmitia a essência de Indiana Jones. É verdade que a tecnologia da época não conseguia corresponder. Só que tudo isso mudou com Indiana Jones e o Grande Círculo, desenvolvido pela Bethesda e Microsoft, que chegou para PC e Xbox.
Na pele do Indy
O principal ponto de Indiana Jones e o Grande Círculo é que somos “de fato” colocados na pele do professor arqueólogo. É muito legal ver o rosto de Harrison Ford nas animações, além de outras figuras conhecidas, como Denholm Elliott, que interpreta Marcos Brody, o colega de Indy na franquia.
Mas o que realmente nos coloca dentro do jogo são os cenários. O motor da id Software utilizado no jogo é o responsável pela qualidade das imagens, que chegam a 4K HDR, garantindo um resultado excepcional. A riqueza de detalhes, os cenários inéditos e as reproduções de locais existentes realmente impressiona.
A Digital Foundry, inclusive, fez um comparativo sobre desempenho e resultado. Dá uma olhada, abaixo, nesse review. Se quiser, o link da postagem traz um vídeo em que eles aprofundam a análise.
Além disso, um ponto que merece destaque é a trilha sonora. Indiana Jones e o Grande Círculo utiliza as músicas e o fundo sonoro que marcaram a franquia, trazendo um efeito imersivo muito legal e bacana. No nosso gameplay, infelizmente, não será possível curtir isso, pois como as músicas envolvem direitos autorais, não podemos usá-las. Então, o modo streaming automaticamente suprime-as.
Mas, se você tiver o jogo, vale muito a pena!
Jogabilidade
Indiana Jones e o Grande Círculo possui uma jogabilidade que mistura ação, RPG e investigação. Frequentemente, teremos que superar desafios, como escalar uma parede ou nos balançarmos usando o chicote. Dependendo do nível de dificuldade, isso pode ser bem desafiador.
Considero que um dos pontos que contribui para essa dificuldade é o fato do jogo ser em primeira pessoa (que, de vez em quando, vira terceira pessoa). Eu confesso que esse é o único ponto que me incomodou um pouco, principalmente nos combates corpo a corpo, pois, às vezes, parece que perdemos referência.
Entendo que deixar em primeira pessoa facilitou o desenvolvimento do jogo, afinal é complicado colocar o rosto de Harrison Ford o tempo todo, mas isso é uma opinião minha e não chega a ser um problema. Com certeza, tem muita gente que adorou esse jogo de câmera.
Mas não é só ação. O jogo requer uma boa dose de atenção, dedução e investigação, pois mistérios precisam ser decifrados. Alguns são bem complexos, diga-se de passagem.
O elemento RPG surge quando podemos aprimorar Indy, utilizando pontos que conquistamos durante as nossas aventuras, geralmente ao encontramos elementos como quadrinhos, livros, carteiras etc. Ao trocarmos os pontos, ganhamos algumas habilidades que nos dão vantagens, como, por exemplo, recuperar fôlego quando acertamos o oponente.
Além disso, Indiana Jones e o Grande Círculo vem totalmente em português do Brasil, com textos, legendas e dublagem no nosso idioma. Inclusive, aqui, preciso fazer um adendo. A dublagem do jogo ficou por conta de Marcelo Pissardini, que também dublou o nosso herói em Indiana Jones e a Relíquia do Destino.
Analisando tudo isso, Indiana Jones e o Grande Círculo vai conseguir levar os fãs para dentro desse riquíssimo universo.
Confira nossa gameplay.
* Indiana Jones e o Grande Círculo foi enviado gratuitamente pela Bethesda para nossa avaliação