Eu joguei o primeiro Little Nightmares por volta de 2020. Sempre gostei do gênero horror survival, mas confesso que estava cansado de títulos que traziam conteúdos muito exagerados, como sangue em excesso ou violência demais.
Não que eu não me divirta com esses jogos, mas eu buscava algo diferente. Então, jogar o primeiro Little Nightmares foi uma excelente experiência.
Quase cinco anos depois, tive a oportunidade de jogar o terceiro título da franquia, que chegou no começo de outubro para PlayStation 5, PlayStation 4, Xbox Series X|S, Xbox One, Nintendo Switch, Nintendo Switch 2 e PC PC (via Steam).
Desenvolvido pela Supermassive Games e tendo a Bandai Namco como Publisher, Little Nightmares III consegue entregar uma experiência divertida, combinando sustos e terror.
Uma nova história
Little Nightmares III traz uma história inédita. Nela, vamos jogar com Low e Alone, duas crianças presas na Espiral, um lugar perturbador dentro do mundo do Nowhere.
É verdade que a trama até parece simples e básica, mas, para mim, ela traz muito mais coisas. Algumas pessoas podem discordar, mas acredito que o game tem diversos simbolismos, que deixam tudo mais assustador.
Por exemplo, é importante destacar que os protagonistas são crianças, presas em um lugar repleto de horror. Para quem é pai – como eu – isso mostrou-se um ponto de tensão, pois quero tirar eles de lá.
Outra coisa que me chamou a atenção são os vilões que surgem ao longo do jogo, que representam aprisionamento e esquecimento. Podem parecer coisas bobas, mas isso é algo que também assusta muita gente.
Contudo, é importante destacar que essa dose de terror pode não ser percebida por todos, então, enquanto para mim ele é algo intenso, para outros, pode não ser.

Visual digno de terror
Little Nightmares III traz um visual que mescla o fofo com o assustador. Ao mesmo tempo que temos um design que lembra uma historinha infantil, deparamo-nos com cenários intensos, com coisas grotescas, pessoas mortas e até reproduções violentas.
Uma das coisas que mais gostei do game foi o uso das sombras. Achei bem interessantes as formas como elas são utilizadas.
Também preciso destacar os sons, que dá para ver que foram feitos para dar uma atmosfera bem intensa. Por exemplo, dependendo de onde estamos no cenário, podemos ouvir sons específicos. Em determinado momento, quando chegamos perto de baldes com pedaços de carne (ou vísceras), podemos ouvir o zumbindo das moscas.
Apesar de elogiar bastante essa parte, achei que algumas transições de salas um pouco cansativas. Às vezes percorremos uma sala sem nada.
Mecânicas novas
Um ponto positivo de Little Nightmares III é que ele possui uma mecânica simples. Poucos comandos fazem todas as ações, como se movimentar, usar equipamento (ou uma chave-inglesa ou um arco e flecha, dependendo do personagem), usar guarda-chuvas ou lanternas.
Entretanto, preciso destacar que a funcionalidade do arco e flecha não ficou tão boa. No jogo, não podemos controlar onde vamos atirar (ou seja, não temos um sistema de mira). Para atirarmos no alvo, precisamos nos posicionar de forma correta.
Por exemplo, se preciso atirar em um botão, não consigo simplesmente mirar e atirar. Preciso me movimentar até que o arco e flecha mire “automaticamente” para fazer o disparo. Em combates, isso se mostrou bem ruim.
Um ponto que vale destacar é que Little Nightmares III permite jogar de forma cooperativa, seja com um amigo ou com a IA do game. Ele também é o primeiro título da franquia com cooperação online (até 2 jogadores no mesmo console/plataforma).
Um ponto de destaque é o sistema “Friend’s Pass”, que permite que quem possui o jogo convide um amigo para jogar cooperativamente, mesmo que o amigo não tenha comprado a versão completa (na mesma plataforma).
Little Nightmares III e seus desafios
O game também traz uma boa dose de desafios e quebra-cabeças, que muitas vezes vão obrigar o jogador a voltar e repensar seus movimentos.
É preciso observar bem o cenário, para não deixar passar nada. Por exemplo, um indício de que uma caixa precisa ser arrastada ou empurrada são as marcas no chão.
Com textos e legendas em português do Brasil, o game é uma ótima opção para os fãs de horror survival, apesar de que não recomendo ele para crianças. Para mais informações sobre o jogo, clique aqui.
Confira o nosso gameplay.