A franquia Sword Art Online é bem frequente no mundo dos games. Desde 2013, a obra criada por Reki Kawahara já ganhou 14 títulos diferentes, que chegaram para diversas plataformas, incluindo Xbox, PlayStation PC e Nintendo Switch.
O jogo mais recente é Sword Art Online Fractured Daydream, que chegou agora, no começo de outubro, trazendo uma história inédita, para Nintendo Switch, PlayStation 5, Xbox Series e PC.
De forma geral, o novo jogo da franquia é intenso, digno dos títulos mais recentes da Bandai Namco, ideal para quem busca um RPG de batalhas rápidas e poderosas (no melhor estilo anime).
Só que, para mim, o jogo esbarra na repetição, que o deixa cansativo.
UMA HISTÓRIA ENVOLVENTE
A história de Sword Art Online é bem legal. Os personagens são jogadores que entraram em um MMORPG que envolve conceitos de realidade virtual e imersão, onde são digitalmente inseridos no game. A ideia lembra um pouco os conceitos de Matrix, onde os personagens são hackeados no mundo virtual.
Só que algo dá errado e os jogadores ficam presos no mundo de Alfheim. A única forma de escapar de lá é lutar para sobreviver e vencer os desafios, chegando no último nível e, claro, terminando o game. Sí assim será possível escapar da prisão virtual!
Essa temática se mantém em Sword Art Online Fractured Daydream, mas com uma história nova e inédita. Resumidamente – e isso não é spoiler, porque é falado bem no começo do jogo – um problema no sistema Galaxia cria uma ruptura, juntando diferentes linhas do tempo e mundos do universo Sword Art Online.
Com isso, temos diversos personagens e antagonistas retornando ao jogo.
De certa forma, isso não é um problema, mas acaba sendo um ponto chato. Quem não está familiarizado com a animação – como é o meu caso – ficará um pouco perdido e, por consequência, não aproveitará tanto a diversão.
Em alguns momentos, quando alguns personagens e vilões foram revelados, fiquei sem reação – apesar da surpresa dos protagonistas. Sei que se conhecesse melhor a obra, talvez também ficasse.
COMBATE INTENSO, MAS CANSATIVO
Mas, para mim, o grande problema do jogo acaba sendo a repetição. Sword Art Online Fractured Daydream é muito intenso, com combates frenéticos, combos poderosos e danos avassaladores.
Mas os combates acabam sendo a mesma coisa. Ficamos andando pelo mapa, nos deparando com hordas de monstros – que, às vezes, surgem bem perto um do outro – que terminam em combates maiores, com inimigos mais poderosos.
Achei que isso estragou um pouco o estilo RPG do jogo, apesar das tramas e das histórias estarem bem interligadas. A parte de construção e criação de itens é “normal”, sem nada muito incrível.
MODO ONLINE
O modo online, que não cheguei a testar na íntegra porque não achei muitos jogadores, me pareceu bem bacana. Podemos fazer grupos com até 20 jogadores, em equipes de quatro pessoas. A ideia é bem legal e faz todo o sentido em um jogo que fala de MMORPG o tempo todo.
VISUAL LEGAL
Assim como os últimos títulos da Bandai Namco, Sword Art Online Fractured Daydream lembra perfeitamente um anime.
Assim como vemos Dragon Ball: Sparking ZERO! e Sand Land, o novo Sword Art Online valoriza os cenários e os personagens, com traços claros e qualidade gráfica. A parte sonora também é muito boa.
O jogo vem com dublagem em japonês, mas com legendas e textos em português do Brasil, o que permitirá que mais jogadores curtam o game.
Confira o nosso gameplay!