Tempest Rising, novo jogo de estratégia em tempo real da 3D Realms, Saber Interactive e Knights Peak, em parceria com a desenvolvedora Slipgate Ironworks, já está entre nós!
Contudo, já vou dizer isso logo de cara: o game é legal, mas ele não inova.
Assim como diversos outros títulos de estratégia em tempo real, nós ficamos “presos” ao mesmo modelo: precisamos achar recursos, para ampliarmos nossas bases e, com isso, produzir mais unidades e desenvolver mais habilidades, para, no final, aniquilarmos nossos inimigos.
Tempest Rising traz o modo campanha (uma para cada facção do jogo), além das opções online e desafio, onde enfrentamos bots.
Apesar disso, Tempest Rising é bem legal e desafiador e, com certeza, tem potencial para agradar os fãs do gênero.
Uma história diferente…
Uma das melhores sacadas de Tempest Rising é que ele não se passa em nenhum mundo distante, mas na Terra.
A Crise dos Mísseis de Cuba, de 1962, onde União Soviética e Estados Unidos travaram uma queda de braço, não terminou de forma pacífica. Os mísseis nucleares foram lançados, destruindo boa parte do mundo.
Após esse bombardeio, um estranho elemento começou a brotar da terra, como se fosse algo “vivo”: o Tempest, que passa a ser extraído e explorado pelo mundo. A Global Defence Force (GDF) surge, como um espécime de xerife do mundo.
Contudo, em 1997, um grupo surge e reivindica esse elemento: o Tempest Dynasty, iniciando uma nova era de conflitos e beligerância.
Pronto! Temos o enredo de Tempest Rising.
… mas como os mesmos elementos
As duas fações – GDF e Tempest Rising – possuem diferenças muito nítidas em sua jogabilidade. Enquanto, o GDF é uma força estratégica, muito baseada em tecnologia e inteligência, o Tempest Dynasty é um grupo fanático, que se joga contra os inimigos.
Com isso, cada facção acaba tendo unidades bem particulares. Por exemplo, o GDF possui armamentos com drones, bombardeios etc; já o Tempest Dynasty foca em infantaria e unidades destrutivas, como os lançadores de mísseis.
Mas, para ambas facções, precisamos gerenciar a quantidade de soldados que temos, a quantidade de recursos disponível e a estratégia que pretendemos seguir.
Um ponto que achei legal, que precisa ser destacado, são algumas possibilidades do que podemos criar, principalmente na construção de nossas “bases”, como a possibilidade de colocarmos muros e até mesmo canhões de defesa.
Outro ponto importante é a interferência do cenário. Por exemplo, a existência de rios cria obstáculos naturais e o relevo pode nos colocar em vantagem contra os inimigos (sim, podemos atacar do alto, aproveitando a posição superior).
Visual e mecânicas
Enquanto o jogo em si não inova, a parte visual e os sons dão um show a parte. Com gráficos muito bonitos, Tempest Rising traz um visual futurista bem legal, que vai agradar os fãs da consagrada Starcraft (eu adorava!).
A mecânica também é bem simples, sendo que tudo é comandado por meio do mouse e teclado (eu joguei a versão para PC). Um ponto que achei ruim é que Tempest Rising não vem com a opção de pausar ou de controlar a velocidade (se tinha, eu não achei).
Ao mesmo tempo, em que isso cria uma dinâmica mais real e intensa, acaba sendo um ponto negativo para o jogo. Eu tive que parar uma hora para atender a porta e, quando voltei, tinha sido dizimado.
Mas, vamos ser justos, Tempest Rising acabou de lançar. No futuro, podemos ter novidades.
Confira o nosso gameplay: