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Resident Evil Survival Unit | produtores falam sobre o jogo

Em entrevista durante a Brasil Game Show, equipe envolvida no novo jogo da consagrada franquia de terror falou com o EP Games

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O estande de Resident Evil Survival Unit, na Brasil Game Show (BGS), realizada entre os dias 9 e 12 de outubro, chamava a atenção. Isso porque, pela primeira vez, a consagrada franquia de terror Residente Evil está chegando aos dispositivos móveis.

Na pequena sala, dentro do estande, estava o diretor de Desenvolvimento de Negócios da Joycity e produtor de Resident Evil Survival Unit, Chan Hyun Kim; e, do outro lado do mundo, em transmissão ao vivo direto do Japão, estava o renomado desenvolvedor e produtor executivo do jogo, Shinji Hashimoto, conhecido por trabalhar em diversos jogos da série Final Fantasy.

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Ambos falaram sobre Resident Evil Survival Unit, que ainda não tem data de lançamento, mas que deve chegar ainda neste ano.

Os desafios de desenvolver o jogo

RE Survival Unity é um survival horror de estratégia no qual os jogadores assumem o comando de uma unidade de elite de sobreviventes em uma cidade devastada pelo vírus T. A estratégia é a chave para a sobrevivência, pois é necessário gerenciar um abrigo fortificado, enviar equipes em missões perigosas para buscar suprimentos, resgatar outros sobreviventes e defender a base contra ataques incessantes.

Cada decisão é crucial na luta para recuperar um último reduto de humanidade em meio ao caos do apocalipse zumbi. Com essa mecânica, Resident Evil Survival Unit difere-se dos demais títulos da franquia, o que exigiu muito esforço da equipe.

Mas, antes do processo iniciar, foi preciso decidir se era possível. “Gosto de muitos jogos. Mas, ao mesmo tempo, preciso pensar na viabilidade. É realmente possível criar esse jogo? Resident Evil é uma franquia extremamente conhecida, um título AAA de console — é quase como um filme. Então, trazer isso para o mobile… seria realmente possível?”, comentou Kim.

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Segundo os produtores, a partir desse ponto a equipe teve longa discussões com a equipe de desenvolvimento, onde Hashimoto desempenhou um papel estratégico.

“No fim, decidimos que queríamos fazer. Amamos a franquia e queríamos trazer algo novo para ela. E, na verdade, isso só foi possível por causa do Hashimoto”, relembra Kim.

Mas os desafios logo surgiram. “É uma plataforma completamente diferente, com um público diferente e um jeito totalmente distinto de consumir entretenimento. No mobile, as pessoas passam mais tempo, mas têm uma atenção muito mais curta. No console, você tem uma experiência intensa, focada, quase cinematográfica. Não dá simplesmente para transpor isso para o celular”, afirmou Hashimoto.

“Precisamos traduzir essa experiência para a forma como os usuários consomem conteúdo nesse meio. Passamos cerca de dois anos discutindo e testando ideias com o Hashimoto até chegar a uma boa solução”, explicou Kim.

Outro ponto que foi marcante era a imersão. “Quando recebi a oportunidade de criar Resident Evil para mobile, queria fazer algo com a qualidade de um jogo de console. Mas a Capcom o alertou: ‘A essência do terror em Resident Evil está no som. E no mobile, a maioria joga sem som, durante o trajeto, no transporte, etc. Você precisa criar um jogo de terror sem som.’ Esse foi o grande desafio.”, relembra Hashimoto.“Então, pensei em como recriar o medo sem depender do áudio, em uma tela pequena e com jogabilidade diferente. Pergunte à Capcom: ‘Se eu fizer isso, o jogo será muito diferente do original. Tudo bem?” E a Capcom respondeu: “Sim! Queremos algo novo — algo que só você pode fazer'”, completa.

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A importância para a franquia Resident Evil

Desenvolver Resident Evil Survival Unit é uma honra, mas, também uma pressão enorme. E isso, o tempo todo, estava claro e Hashimoto fazia questão de destacar isso com a equipe.

“É uma franquia valiosa, uma das maiores que existem, mas somos criadores. Criadores devem ter confiança em sua arte. Mostrem o que sabem fazer — a Capcom conhece bem o seu jogo. Vamos criar juntos. Não tenham medo“, relembra Kim.

Kim, inclusive, comenta a importância desse direcionamento. “Essa orientação foi essencial. Sob a liderança dele, criamos sistemas e ideias de jogabilidade que nunca havíamos feito antes. Foi uma experiência muito enriquecedora”, diz.

Mudanças na mecânica

RE Survival Unit tem uma mecânica bem diferente, fugindo dos modelos que ficaram conhecidos, como as câmeras fixas de Resident Evil 1 e 2 e os modelos mais recentes, como Village.

O próprio desenvolvimento seguiu caminhos diferentes. “A princípio, queríamos apenas oferecer aos jogadores minigames rápidos, que os colocassem direto na ação, e depois conduzissem à parte estratégica. Mas, aos poucos, sentimos que isso não parecia Resident Evil o suficiente. Fomos expandindo os minigames, os cenários… até decidirmos trazer a cidade inteira para o jogo. O projeto cresceu muito”, afirma Kim.

“Quando mostramos para a Capcom, ficamos com receio de estar muito parecido com os jogos originais. Mas eles adoraram! Disseram: ‘Vão mais fundo. Tornem a jogabilidade autêntica ao original e, depois, diferenciem o jogo na parte estratégica.’”, diz Hashimoto.

Inicialmente, o personagem principal nem tinha rosto — era apenas uma sombra, um caçador genérico. Mas a Capcom sugeriu dar mais personalidade, alguém que representasse o espírito do jogo.

“Então criamos uma história: ele é um cidadão comum, que nunca atirou antes. Se você joga com ele, erra bastante. Já com a Claire, ela é precisa e experiente. Nosso protagonista, por outro lado, é inteligente, um estrategista. Ele pode recrutar personagens clássicos de Resident Evil 2 para o time, liderar missões de resgate e investigar os segredos das instalações da Umbrella”, finaliza o produtor Kim.

Jogo mobile

Trazer o legado da franquia Resident Evil para o mobile é uma tarefa vulnerável e extremamente desafiadora. Mas a parte boa, é que ela é viva, complexa, e pode ser explorada sob várias perspectivas.

“Existem formas ainda não exploradas de jogar Resident Evil. Nosso papel é descobrir esses novos caminhos e apresentá-los de forma divertida, sem se deixar intimidar pela fama da marca. Temos muito respeito pela franquia, e isso nos faz pensar com profundidade sobre como adaptar a experiência ao mobile”, afirma Kim.

Comunidade Brasileira

O Brasil está entre os países com maior número de pré-registros do jogo e Hashimoto já tem uma grande ligação com o público latino-americano. “Começamos a apresentar o jogo na Gamescom, e alguns veículos de mídia da América Latina o viram e disseram: ‘Vocês precisam ir à Brasil Game Show!”. A paixão era enorme — e foi por isso que viemos”, afirma Kim

Futuro de Resident Evil

Então, o jogo mobile é um experimento, uma nova tentativa da Capcom de explorar Resident Evil sob outra perspectiva. Se for bem-sucedido, com certeza abrirá caminho para novas abordagens e inovações dentro da franquia.

Para mais informações sobre o jogo, clique aqui.

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