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Projetos do CEMEI Deputado Vicente Botta estimulam descobertas por meio de imersão nos ambientes

Estudar matemática cozinhando e visitar bairros para entender prejuízos causados pelo descarte irregular de resíduos foram algumas das estratégias usadas

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Já pensou aprender conceitos matemáticos sentindo o sabor dos números? Fazer contas, associar pesos e medidas desfrutando daquela receitinha aromática que remete à época dos nossos avós? Foi nisso que pensou a professora Glamis Valeria Bullo Nunes Miguel, quando implementou o projeto “Pequenos Cozinheiros, Grandes Matemáticos” no CEMEI Deputado Vicente Botta.

Glamis explica que o ponto de partida foi a própria ligação com a cozinha. “Adoro cozinhar, pois me remete a cheiros e gostos do passado, como o bolo de limão da vovó, limões pegos direto no pé, tigela de massa sendo disputada para ser raspada por mim e minhas irmãs, da espera tão longa para o bolo ficar pronto e, finalmente, o sabor tão bom do bolo sendo degustado rapidamente numa mesa rodeada pela família”.

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Ela achava que as crianças da turma dela, de quatro e cinco anos, precisavam viver experiências como essas. Juntou a curiosidade delas na hora da merenda, que perguntavam como as comidas eram feitas, com as próprias memórias de infância e, ainda, com os conhecimentos que ela havia adquirido no GEOOM (Grupo de Estudos e Pesquisas Outros Olhares para a Matemática), da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

Toda essa mistura foi para a panela, literalmente. Glamis incentivou as crianças, com a participação das famílias, a resgatar receitas tradicionais. Elas foram levadas para a escola, depositadas num baú, depois reproduzidas e degustadas, enquanto os conceitos matemáticos eram discutidos. Agora, elas vão integrar um caderno, com todas as receitas do baú. E cada família vai receber um exemplar.

O projeto também incluiu entrevista com a tia Márcia, uma das merendeiras da escola, sobre um delicioso bolo de fubá que ela faz, além do que houve troca de fotos e vídeos por WhatsApp. “As crianças se interessaram tanto que motivaram os responsáveis, o que integrou a escola com a família. Com isso, os conhecimentos estão brotando e se ampliando”, afirma Glamis.

Segundo ela, os conceitos matemáticos envolvendo medidas de capacidade, de massa, de tempo, números fracionários, sistema monetário e resolução de problemas não convencionais são adquiridos tanto pelo manuseio de utensílios quanto em pesquisas, contação de histórias e registros feitos pelas crianças por meio das receitas que vão para o baú. “As crianças não querem ir embora da escola. Perguntam, logo na chegada, quem vai abrir o bauzinho, qual receita tem lá dentro”.

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Projeto resgatou receitas de famílias a partir de curiosidade das crianças e memórias de infância da professora Glamis
Projeto resgatou receitas de famílias a partir de curiosidade das crianças e memórias de infância da professora Glamis

Envelhecer ensinando
Glamis é aposentada da Rede Estadual de Ensino há seis anos, mas continua dando aulas na Rede Municipal, onde ingressou em 1986. São 37 anos de dedicação à Educação Infantil de São Carlos.

Ela conta que sempre quis ser professora. Quando criança, ensinava para alunos imaginários usando a porta de um armário velho que ficava num quartinho nos fundos de casa. Quando não tinha giz e lápis, substituía por pedras que encontrava no quintal ou na rua.

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Fez Magistério, Pedagogia, Psicopedagogia, especialização em Educação Ambiental, licenciatura em Ciências e muitos custos promovidos pela Universidade de São Paulo (USP) e pela UFSCar.

“Gosto de trabalhar com teatro, músicas, horta, com o diferente. Já me transformei na Filó, uma vovó muito moderna que contava histórias e fazia vídeos durante a pandemia para atrair a atenção das crianças. Quero envelhecer estudando, aprendendo e sempre compartilhando. E, principalmente, acreditando que ser professora sempre valerá a pena”.

Proposta da professora Cristina propôs que crianças investigassem por que São Carlos sofre com alagamentos
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Cuidado com o meio ambiente
O projeto de Glamis foi um dos 21 inscritos no Prêmio Educador em Ação deste ano, uma parceria da EPTV Central com a Prefeitura de São Carlos. Mas ela não foi a única do CEMEI Deputado Vicente Botta. Três propostas da instituição foram enviadas. Uma delas, “Leitura: revisitando diferentes versões de Chapeuzinho Vermelho”, da professora Denise Aparecida de Paulo Ribeiro Leppos, já havia sido apresentada aqui na página do projeto.

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A outra, “Recursos hídricos e resíduos sólidos”, foi desenvolvida pela professora Cristina Araujo de Sousa, com alunos de cinco e seis anos. O objetivo é promover uma reflexão nas crianças, famílias e na comunidade escolar sobre a relação entre a qualidade da água e a quantidade de resíduos produzidos diariamente em casa, na escola e em outros lugares, buscando soluções e ações para reduzir os impactos ambientais e sociais.

O projeto, alinhado com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), propõe, em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Rede para o Ensino de Ciências Ambientais (ProfCiAmb), da USP, onde Cristina desenvolve sua dissertação de mestrado, criar um caso investigativo em quadrinhos e em vídeo para trabalhar temas relacionados à sustentabilidade, já que as crianças, segundo ela, devem ser sensibilizadas a tomar atitudes de cuidado e preservação com o ambiente.

A ideia é despertar nos alunos questionamentos sobre motivos que explicam os muitos alagamentos em São Carlos em épocas de chuva. As crianças assistiram reportagens, caminharam com suas famílias pelos bairros para observar pontos de descarte irregular de resíduos e concluíram que esse comportamento impede a água de escoar.

A professora pediu, então, que os alunos desenhassem o que poderia ser feito para diminuir o problema. Surgiram soluções como separar os resíduos em caixas, em lixeiras específicas, ecobags ou caçambas, reaproveitando materiais e os levando para fábricas recicladoras. As crianças foram incentivadas, também, a transformar resíduos em máscaras, caixas para plantio e brinquedos.

Por causa do interesse no tema, a turma foi incluída no Programa de Reciclagem de Instrumentos de Escrita Faber-Castell. Todos os tipos de lápis grafite, lápis de cor, lapiseiras, canetas, canetinhas, borrachas, apontadores, entre outros objetos escolares que não tenham mais utilidade, independente da marca, podem ser enviados para a Faber-Castell. Cada um vale R$ 0,02, que serão juntados para comprar brinquedos de parque.

“Por meio das atividades desenvolvidas, observou-se um ambiente criativo e com potencial para a aprendizagem dos alunos. Eles perceberam que, quando não se dá o destino adequado aos resíduos, ocasiona grande problemas hídricos, refletindo na sociedade e no meio ambiente”, afirma a professora.

Diversas atividades foram desenvolvidas em sala de aula para discutir problemas causados pelos resíduos irregulares
Diversas atividades foram desenvolvidas em sala de aula para discutir problemas causados pelos resíduos irregulares

Valores
Cristina cursou o Centro Específico de Formação e Aperfeiçoamento do Magistério (CEFAM), fez Letras, Artes, Pedagogia, especialização em Educação Ambiental, Educação Especial e Gamificação. Atualmente, faz o mestrado.

Professora na Rede Municipal de Educação Infantil desde 2009, afirma que seu principal objetivo é ensinar com qualidade e equidade, criando instrumentos facilitadores da aprendizagem, além de construir valores e atitudes positivas com o próximo e com a natureza.

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Prefeitura de São Carlos
Prefeitura de São Carlos
Portal da Prefeitura Municipal de São Carlos - SP.

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