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Decreto encerrou produção do primeiro carro brasileiro

A festa de lançamento em 5 de setembro de 1956, parou a cidade de São Paulo e houve um grande desfile pelas ruas

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Juscelino Kubitschek decretou o fim da Romi Isetta (Divulgação)

Em 1955, os empresários Carlos Chiti e Américo Emílio Romi, foram para Turim, na Itália, para concluir as negociações e produzir no Brasil o pequeno Iso Isetta.   

Com a autorização, a fabrica das Indústrias Romi, em Santa Bárbara D’Oeste, interior de São Paulo, que já produzia entre outros produtos, tratores, estava adiantada esperando a cessão das negociações para o inicio da produção, concluiu a planta industrial e a negociação com os fornecedores. Em 5 de setembro de 1956, foi lançado o Romi-Isetta.   

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A festa de lançamento parou a cidade de São Paulo e houve um grande desfile pelas ruas até o Estádio do Pacaembu.  

As carrocerias eram fornecidas pela Tecnogeral e o índice de nacionalização era de 72%. Em cinco anos foram produzidos três mil unidades.  
 
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Com apenas 2,28 metros de comprimento e 1,38 m de largura, o Iso Isetta foi projetado por uma fabricante de geladeiras de Milão, na Itália, nos anos 40.  

Montado num chassi tubular e eixo dianteiro maior que o traseiro, tinha rodas de 10 polegadas na frente e molas independentes. O tamanho das rodas dificultava o uso o “carrinho” nas já difíceis ruas brasileiras.    
 

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Propaganda do Romi Isetta quando foi lançado (Divulgação)
Propaganda destacando que a Romi Isetta era o primeiro carro nacional (Divulgação)

Inspirado em aviões cargueiros, o acesso era feito pela dianteira, na única porta que possuía e que ainda segurava a coluna de direção. No pequeno interior, um banco para dois adultos e, dependendo do tamanho, uma criança. 

A Romi-Isetta contava com um motor dois tempos, dois cilindros, de 236 centímetros cúbicos e 9,5 cavalos de potência. Com transmissão de quatro velocidades, chegava a 85 quilômetros por hora.   

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Em 1959 o propulsor foi alterado para um BMW, com quatro tempos, um cilindro, 298 centímetros cúbicos e que tinha sua potência aumentada para 13 cavalos. Era um motor de motocicleta. Aliás, a empresa alemã BMW também produzia o modelo e suas variações.   

Juscelino Kubitschek decretou o fim da Romi Isetta (Divulgação)

No governo do presidente Juscelino Kubitschek, um decreto de incentivo á indústria automotiva, exigia que os automóveis tivessem duas portas e duas fileiras de bancos. Com as mordomias, os concorrentes ficavam mais baratos, deixando a Romi Isetta sem competitividade. Sua produção foi encerrada em 1961. (Antônio Fraga)

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