
Morreu na madrugada desta quarta-feira (26), o motorista Mário Magalhaes da Penha, de 67 anos, que tinha ficado gravemente ferido ontem quando abastecia o carro com GNV num posto de combustíveis Rua 24 de Maio, em São Francisco Xavier, zona norte do Rio de Janeiro.
O motorista estava internado no Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, mas não resistiu aos ferimentos.
Segundo testemunhas, o carro estava sendo abastecido e explodiu quando Mário abriu o porta-malas. O carro e o posto ficaram totalmente destruídos.
Frentistas confirmaram que a explosão ocorreu no cilindro de gás GNV, que estava em mau estado de conservação.
Além do motorista, uma mulher que passava no local também ficou ferida e foi encaminhada para o Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro, mas recebeu alta horas depois.
Nota Oficial
A Fenive – Federação Nacional da Inspeção Veicular lamenta profundamente a morte do senhor Mário Magalhães da Penha, 67 anos, vítima de uma fatalidade ocorrida na terça-feira (26) em um posto de combustíveis no Rio de Janeiro.
O cilindro de gás natural veicular estourou durante o abastecimento do veículo. Magalhães chegou a ser encaminhado ao hospital, mas veio a falecer na madrugada desta quarta-feira (27), menos de 24 horas depois do episódio.

A Fenive se solidariza com os amigos e familiares da vítima e está colaborando com as autoridades para que as causas deste sinistro sejam esclarecidas, para que, definitivamente, isto não mais aconteça. O sistema GNV é seguro. Mas há procedimentos a serem adotados na instalação e manutenção do sistema.
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O levantamento preliminar realizado por especialistas em inspeção veicular que foram até o local do acidente mostrou que o cilindro presente no carro envolvido no acidente não é o mesmo que havia sido inspecionado no veículo em 2021. A inspeção veicular periódica é uma das exigências legais para que o carro que passou pela conversão possa circular regularmente.
Conforme apontaram as análises preliminares, o cilindro que estourou teria sido retirado de um veículo que havia sido roubado em 2016. Como pode ser observado, é provável que o cilindro tenha passado por incêndio e, depois de ter sido repintado e adulterado, foi instalado no veículo.
Não é possível afirmar se o proprietário do veículo tinha ciência disto. Outras afirmações só serão possíveis depois do resultado final da perícia.
A cidade do Rio de Janeiro conta com uma lei municipal que prevê verificação do selo GNV para que o veículo seja abastecido (Lei 7.024/2021). Tudo indica que esta legislação não foi cumprida pelo estabelecimento, apesar de estar em vigor.