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Bicampeão olímpico Adhemar Ferreira da Silva ganha estátua em São Paulo

Escultura, inaugurada no domingo (15), fica na Avenida Braz Leme, zona norte da capital, onde viveu o atleta. ON RUN também presta sua homenagem a esse herói do atletismo nacional

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Inauguração da estátua de Adhemar Ferreira da Silva

 

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Primeiro bicampeão olímpico do Brasil, Adhemar Ferreira da Silva recebeu uma homenagem na cidade de São Paulo. Ele está entre as cinco personalidades negras eternizadas em uma escultura na capital paulista. A obra foi inaugurada no domingo (15). Medalha de ouro nos Jogos de Helsinque-1952 e Melbourne-1956, superou cinco vezes o recorde mundial no salto triplo. Foi também pentacampeão sul-americano e tricampeão pan-americano (1951,1955 e 1959) e 10 vezes campeão brasileiro, tendo mais de 40 títulos e troféus internacionais.

Criada pelo artista Alex Hornest, a estátua retrata Adhemar com os dois braços para cima, em uma releitura de uma das suas posições do salto triplo. Morador do bairro Casa Verde, Adhemar Ferreira da Silva começou a praticar atletismo profissionalmente em 1947, vestindo a camisa do São Paulo Futebol Clube. E por ser um esportista da zona norte, que a escultura será fixada na região, mais precisamente na Avenida Braz Leme, altura do número 1.000, em Santana.

A obra é uma das cinco esculturas contratadas pela Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, por meio do seu Departamento do Patrimônio Histórico, que homenageia personalidades negras, e faz parte de um projeto para trazer diversidade para o acervo cultural municipal. Além de Adhemar, a escritora Carolina de Jesus, o compositor Itamar Assumpção; Madrinha Eunice (Deolinda Madre); e o sambista Geraldo Filme serão rememorados em parques ou praças da metrópole.
 

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Adhemar Ferreira da Silva

 

Ronaldo Dias, consultor técnico do ON RUN e mentor do curso “Corrida não é só correr”, comenta sobre a importância da figura do bicampeão olímpico do atletismo. “Tive algumas oportunidades de estar perto e ouvir nosso saudoso Adhemar, uma delas foi em campeonato na cidade de Ipatinga, e quando ele disse, ao final do seu belo discurso: “Felizes são vocês que andam nos caminhos do esporte”. Isso marcou demais a minha vida e fortaleceu ainda mais a vontade de continuar no atletismo”, afirma o educado físico, que complementa. “Outra fala que gosto muito do Adhemar é quando ele disse: “Todos nós temos um talento, que se manifesta no início, no meio ou no fim de nossas vidas e é nossa obrigação dar oportunidade a esse talento.”

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GENIAL DENTRO E FORA DAS PISTAS
Fora das pistas, Adhemar Ferreira da Silva formou-se escultor pela Escola Técnica Federal de São Paulo em 1948, em Educação Física na Escola do Exército, em Direito na Universidade do Brasil e em Relações Públicas na Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero. Poliglota, foi Adido Cultural na Embaixada Brasileira em Lagos, Nigéria, entre 1964 e 1967.

Também foi ator na peça Orfeu da Conceição (1956), de Vinicius de Moraes e no filme francoitaliano Orfeu do Carnaval (1962), que venceu o Oscar de melhor filme estrangeiro. Em 1993 recebeu o título de Herói de Helsinque, junto com o corredor Emil Zatopek. No ano 2000 foi agraciado pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) com o Mérito Olímpico e em 2012 imortalizado no Hall da Fama do atletismo.

MAIS HOMENAGENS
Adhemar Ferreira da Silva é o único brasileiro no salão da World Athletics, de quem recebeu também a Placa de Patrimônio Mundial do Atletismo (World Athletics Heritage Plaque), colocada no Centro Esportivo Tietê, em São Paulo, no dia 29 de setembro de 2021, data do aniversário de Adhemar – completaria 94 anos. No local, Adhemar obteve o primeiro recorde mundial no salto triplo em 3 de dezembro de 1950, com 16,00 m (igualando a marca do japonês Naoto Tajima, de 1933).

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O presidente do Conselho de Administração da Confederação Brasileira de Atletismo participou do evento de inauguração da escultura, juntamente com a Secretária Municipal de Cultura, Aline Torres, Adyel Silva, filha de Adhemar, e Diego Menasse, neto.
 

Adhemar Ferreira da Silva salta para vitória

Como representante do atletismo nacional no evento de inauguração da escultura Wlamir destacou que mais do que um grande atleta Adhemar foi um exemplo como homem e cidadão. “Adhemar foi uma referência. Um grande atleta, bicampeão olímpico, fez cinco faculdades, falava nove idiomas, foi adido cultural, ator, era músico, um gentleman, elegante, um homem de uma versatilidade incrível. A importância dele é tão gigante que a maior honraria que um atleta brasileiro pode receber é o Troféu Adhemar Ferreira da Silva, dado pelo Comitê Olímpico do Brasil as maiores personalidades do esporte nacional”, disse Wlamir.

Adhemar é reverenciado pelo “conjunto da obra”, por tudo o que representou, acentuou Wlamir. “Um cara que levou o nome do Brasil no mundo no mais alto nível e que criou a volta olímpica nos Jogos de Helsinque, quando, por um ato de generosidade, deu a volta no estádio batendo palma das torcidas. Uma forma de agradecer a torcida finlandesa na sua medalha de ouro.”

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