
Você já parou para pensar que existe uma diferença entre sair correndo e ser um corredor de verdade? Pois existe. E é pode ser enorme. Vamos entender melhor sobre o que estamos falando.
SAIR CORRENDO
Como a expressão indica, sair correndo é quando a pessoa começa a correr e faz suas atividades de forma amadora, não como corredor amador. Amadora, no caso, significa fazer as atividades de forma improvisada, ou seja, na base do: “no dia que dá para correr, eu corro. Quando não dá, não corro.”
Além disso de só calçar os tênis para correr “quando dá”, gosta apenas dos treinos mais fáceis ou vive fazendo as corridinhas básicas, seguindo seus instintos em detrimento a conhecimento técnico. Esse tipo de pessoa convive com algumas lesões, adora se inscrever em todo tipo de corrida e adota uma carreira esportiva na base do “vamos que vamos.” Não é preciso dizer que esse tipo de corredor dificilmente conseguirá resultados consistentes.
CORRER DE VERDADE
Chamamos Corredor de Verdade o amador que tem um professor/treinador e segue orientações. Sabe o que quer com a corrida. Entende que cada treino faz parte de algo maior, que há dias de treino fraco e outros que o treino deve ser forte. Sabe que sua evolução acompanha o objetivo. Avalia qual o seu Pace em um trabalho físico leve e em atividade intensa.
Esse tipo de corredor atinge seus objetivos de forma segura. Sabe que não precisa melhorar seu tempo em cada treino e participa das provas reconhecendo que algumas fazem parte da sua preparação para algo maior. Em resumo, entende que treino é treino, competição é competição. E ponto final.
Agora que você entendeu a diferença entre quem é um corredor e quem apenas “sai correndo”, fica mais fácil seguir em frente. Segundo o professor Ronaldo Dias, consultor técnico de ON RUN, essa distinção não visa apontar certo ou errado. “Pontuamos essa diferença apenas para ajudar a entender que existem esses dois perfis muito bem desenhados entre os praticantes de corrida. Desta forma, esperamos ajudar a ampliar o entendimento para que cada um perceba em qual tribo se encontra e, principalmente, perceba se precisa ajustar o modo como pratica o esporte”, explica.
Dias complementa. “Entender os dois tipos de corredores iniciantes é importante como ferramenta, ou melhor, uma bússola. E, no final das contas, a decisão será sempre do praticante de corrida. Talvez, iniciar como quem sai correndo pode ser o mais indicado, na verdade, é o que mais acontece. Mas é muito importante que as pessoas façam a sua escolha o quanto antes. Isso porque, se quiser ter a corrida, a médio, e principalmente a longo prazo, precisara se tornar um corredor de verdade o quanto antes.”
LONGEVIDADE
O especialista explica que só correndo de forma segura e com orientação, o praticante aumentará significativamente as chances de vivenciar a experiência da corrida no momento que, segundo Dias, é o mais importante: na melhor idade, a partir dos 50-60 anos. “Não apenas por manter uma atividade física e os benefícios para saúde já descritos na literatura, mais também por questões de socialização, afinal, nessa fase, o ritmo de trabalho diminui muito e algumas pessoas já estão aposentadas e o ciclo social diminui muito”, avalia.
“Por isso, se você está recebendo orientação e tem as suas planilhas de treino, é importante seguir e entender em qual momento você está. Penso que já tem um professor e um treino devidamente prescrito, é porque você está pronto para treinar e se tornar um atleta de verdade!”, completa Ronaldo Dias.