A segunda-feira (9) começou com boas notícias para o cinema nacional. O filme “Ainda Estou Aqui” recebeu duas indicações ao Globo de Ouro, cuja 82ª edição acontece no dia 5 de janeiro de 2025. Com direção de Walter Salles, o longa segue a história de Eunice Paiva em busca de seu marido Rubens Paiva, arquiteto e ex-deputado que foi vítima da ditadura militar no Brasil.
“Ainda Estou Aqui” foi indicado a quais categorias do Globo de Ouro?
O filme “Ainda Estou Aqui” foi indicado ao Globo de Ouro nas categorias Melhor Filme de Língua Não Inglesa e em Melhor Atriz de Filme de Drama, com a atuação de Fernanda Torres como Eunice Paiva.
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A indicação aconteceu 25 anos após a mãe da atriz, Fernanda Montenegro, alcançar o mesmo feito por sua atuação em “Central do Brasil” (1998), filme que também foi dirigido por Walter Salles.
Em seu perfil no Instagram, Torres publicou um vídeo onde celebrou a indicação enquanto se arrumava para uma sessão do longa em Londres.
“Gente, nomeada ao Golden Globe! Estou aqui no Glam, com [minha maquiadora] Rebeca, em Londres. Hoje tem sessão aqui… está uma loucura”, comemorou a atriz. “Beijos, inacreditável! E Walter, 25 anos depois dele com a minha mãe… realmente, a vida presta. Beijos!”.
“Ainda Estou Aqui”
Com direção de Walter Salles, a produção é inspirada no livro de mesmo nome, de autoria de Marcelo Rubens Paiva, que faz um relato sobre a perspectiva de sua mãe, Eunice Paiva, em suas longas e solitárias buscas sobre o que realmente estava por trás do desaparecimento de seu marido, Rubens Paiva.
“Ela virou a grande militante ativista da ditadura e da redemocratização brasileira e do chamado Brasil novo”, afirma Marcelo.
Na trama, Eunice é vivida por Fernanda Torres e Fernanda Montenegro em diferentes fases da vida. Já o pai de Marcelo, Rubens Paiva, é interpretado por Selton Mello.
“Essa mulher se reinventa. E assim como o Brasil através da Justiça e o Brasil através da Constituição e a Eunice através da advocacia, se reinventa e, através da justiça, ela faz o país reconhecer, 26 anos depois, que a família dela sofreu um atentado de estado”,explicou Fernanda Torres ao “Fantástico” (TV Globo).
Walter Salles passou 7 anos se dedicando à produção. Na juventude, o cineasta conheceu a família Paiva e frequentou a casa no Rio de Janeiro, de onde Rubens Paiva foi levado por militares para nunca mais voltar.
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