De volta ao Brasil, o terceiro episódio do “Entre Serras e Queijos” vai visitar o Serro, na região do Vale do Jequitinhonha, para mostrar a possível origem do queijo brasileiro. A cidade viveu seu apogeu na época da mineração e recebeu muitos imigrantes portugueses. É bem provável que tenha surgido no município o primeiro queijo feito em solo brasileiro.
Serão apresentadas as regiões produtoras reconhecidas de Minas Gerais, assim como uma história de rivalidade entre elas: o queijeiro com passe disputado tal qual ao de um jogador de futebol. Depois de uma longa história na Canastra, o “craque” foi “comprado” pelo Campo das Vertentes.
O programa visitou o Mercado Central de Belo Horizonte, um lugar onde todos os queijos de Minas Gerais podem ser degustados. O tradicional centro de compras conta com 50 vendedores que comercializam cerca de 300 toneladas de queijo por mês. Grande parte do negócio é o QMA (Queijo Minas Artesanal), assim como em Portugal protegido por lei. São oito regiões produtoras, todas representadas no Mercadão de BH. Segundo os lojistas, o mais vendido é o queijo da Canastra.
Uma das regiões mais bonitas do estado, a Serra da Canastra é a terra do queijo artesanal mais famoso de Minas. O queijo da canastra é produzido em vários municípios da região. Feito com leite cru, é curado em salas controladas até atingir o ponto ideal de venda. Quanto mais tempo de maturação, mais valor tem.
O “Entre Serras e Queijos” também foi até algumas queijarias na serra e conheceu um ex-funcionário de uma multinacional que resolveu mudar de vida. Ele passou a fazer queijo da canastra orgânico. Desde o pasto para os animais, em solo sem agrotóxico, passando pela ração, sem produto transgênico, o produto ganhou um novo status para atender o consumidor exigente e preocupado com a saúde.
Entre Serras e Queijos
Com quatro episódios, o “Entre Serras e Queijos” será exibido nos sábados do mês de outubro (07, 14, 21 e 28), às 15h20. O documentário mergulha no universo do queijo, principalmente em Minas Gerais. Segundo historiadores, o estado foi a porta de entrada do produto no Brasil, entre os séculos 17 e 18, no ciclo do ouro. A produção vai trazer histórias, particularidades e curiosidades que orbitam um alimento tão rico em vários sentidos.