Na audiência judicial marcada para discutir a herança de Gugu Liberato em São Paulo, ocorrida na quarta-feira (21), um comerciante de 48 anos surpreendeu ao alegar ser filho do apresentador. Identificado como Ricardo Rocha, ele solicitou um exame de DNA e entrou na disputa pela fortuna avaliada em R$ 1 bilhão.
Segundo relatos, a mãe de Ricardo, Otacília Gomes da Silva, teria conhecido Gugu quando tinha 15 anos, em 1973, em uma padaria em São Paulo. Os dois se encontravam diariamente no estabelecimento e se tornaram amigos, evoluindo para um relacionamento íntimo. Em 1974, após passar férias com a família, Otacília descobriu que estava grávida, mas não conseguiu entrar em contato com Gugu e perdeu o contato com ele.
Ricardo Rocha começou a acompanhar Gugu à distância quando o apresentador iniciou sua carreira televisiva. Ao atingir a maioridade, ele decidiu protelar a busca pelo reconhecimento da paternidade para o futuro.
Ricardo solicita um exame de DNA, utilizando o material genético dos filhos de Gugu: Marina, Sofia (de 19 anos) e João Augusto Liberato (de 21 anos). Caso os três se recusem a fazer o exame, o comerciante pede a exumação do corpo do apresentador para análise e confirmação da relação de parentesco.
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A ministra Nancy Andrighi, do STJ (Supremo Tribunal de Justiça), anunciou na terça-feira (20), a validação unânime do testamento deixado por Gugu Liberato. O documento, redigido em 2011, não inclui Rose Miriam Di Matteo, mãe dos três filhos do apresentador, como herdeira.
Com um patrimônio estimado em R$ 1 bilhão, Gugu destinou 75% de sua herança aos filhos Marina, Sofia e João Augusto Liberato, e os outros 25% aos sobrinhos. Além disso, ele estabeleceu uma pensão vitalícia de R$ 163 mil por mês para sua mãe, Maria do Céu Moraes, de 90 anos.
A divisão estipulada é a seguinte:
João Augusto Liberato – 25% (cerca de R$ 250 milhões);
Marina Liberato – 25% (cerca de R$ 250 milhões);
Sofia Liberato – 25% (cerca de R$ 250 milhões);
André (sobrinho) – 5% (cerca de R$ 50 milhões);
Alexandre (sobrinho) – 5% (cerca de R$ 50 milhões);
Alice (sobrinha) – 5% (cerca de R$ 50 milhões);
Amanda (sobrinha) – 5% (cerca de R$ 50 milhões);
Rodrigo (sobrinho) – 5% (cerca de R$ 50 milhões).
Gugu Liberato, que faleceu em 2019 devido a um acidente doméstico em sua residência em Orlando, nos Estados Unidos, designou sua irmã, Aparecida Liberato, como administradora de seu espólio. Rose Miriam entrou em uma batalha legal pela herança e buscava receber 50% do valor.
Durante sua vida, Gugu concedia uma mesada de US$ 10 mil mensais para que a mãe de seus filhos cobrisse suas despesas pessoais e as da casa da família em Orlando. Em 2021, o Tribunal de Justiça de São Paulo determinou que esse valor deveria ser mantido e pago pelo espólio do apresentador, mas Rose contestou o pagamento.
Ela também busca o reconhecimento legal de sua união estável com Gugu durante os 20 anos em que viveram juntos. O advogado Nelson Wilians, que representa as gêmeas Marina e Sofia, afirmou que esse processo está em andamento.
“É importante deixar claro que Rose Miriam não faz parte desta ação. Portanto, não deve haver confusão entre essa decisão do STJ e o processo de união estável movido pela viúva Rose Miriam. São processos distintos e não podem ser comparados”, ressaltou o advogado.
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