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Morre no Rio, aos 74 anos, o ator Pedro Paulo Rangel

Ator estava internado desde o dia 30 de outubro por complicações de um enfisema pulmonar, doença causada pelo cigarro

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O ator Pedro Paulo Rangel morreu na madrugada desta quarta-feira, às 5h40, no Rio de Janeiro, aos 74 anos. Ele estava internado desde o dia 30 de outubro na Clínica de Saúde São José, por complicações de um enfisema pulmonar, condição revelada pelo ator em maio de 2002. Na ocasião, Rangel disse que enfrentava uma doença crônica causada pelo cigarro.  

Um dos rostos mais conhecidos da TV, o ator ficou marcado por dar vida a Poliana, otimista amigo de Raquel (Regina Duarte) em Vale Tudo (1988). Outro papel marcante foi na novela O Cravo e a Rosa (2000), quando ele interpretou Calixto, conselheiro de Petruchio (Eduardo Moscovis). Em novelas, também interpretou Gigi, irmão de Bia Falcão (Fernanda Montenegro) em Belíssima (2005). Ainda na TV, Rangel participou de clássicos programas humorísticos como TV Pirata (1989) e Viva o Gordo (1981). 

 

 

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Nos palcos, fez parte de uma histórica montagem de Roda Viva dirigida por Zé Celso Martinez, em 1968, e recebeu inúmeras indicações e venceu prêmios importantes como o Molière, Shell, Sharp e o Troféu Mambembe, por obras como A Aurora da Minha Vida (1982), Machado em Cena, um Sarau Carioca (1989), Sermão da Quarta-Feira de Cinzas (1994) e SoPPa de Letra (2004).

Em 2006, sua carreira foi tema do livro Pedro Paulo Rangel: O Samba e o Fado, escrito por Tania Carvalho e lançado na Coleção Aplauso, da Imprensa Oficial. A obra contava com longos depoimentos em primeira pessoa em que o ator discorria sobre seus trabalhos.

Destacava sua predileção pelos palcos, algo que o acompanhou a vida inteira: “só no teatro você pode mostrar o que é realmente capaz de fazer, não tem truque, close no rosto, fazer mais uma vez. Não se repete até acertar”.

“Drama ou comédia? Em que gênero me sinto mais confortável? Não sei”. “Tenho uma dificuldade grande de chorar. Em cena e mesmo na vida”, dizia sobre o drama. Já sobre a comédia: “meu Deus, como é difícil! Comédia é tempo, ritmo, matemática. Se você perde um milionésimo de segundo, a piada não funciona. Aquele riso certo, a piada exata, um dia para de funcionar e é dureza reconquistar o momento”.

INÍCIO DE CARREIRA 

Nascido em 29 de junho de 1948 no Rio, dia de São Pedro e São Paulo, só poderia ter esse nome. Quando criança, ouvia novelas, óperas e atrações musicais na rádio, mas não fazia ideia da existência dos palcos. Tudo mudou quando tinha 11 anos e conheceu Seu Zeli, um vizinho entusiasta do teatro amador. Passou a frequentar o Clube Minerva, mas não podia atuar pois, na época, as crianças eram feitas por mulheres. 

Então, escreveu seu próprio espetáculo, Quando os Pais Entram de Férias. Na primeira apresentação, já foi um sucesso. Os atores mirins passaram a se fazer a peça também em outros clubes. Seus pais, funcionários públicos que almejavam uma vida estável ao filho, se preocupavam com o quanto ele gostava do mundo artístico. 

Pouco depois, Zeli levou Pedro Paulo para substituir um ator que interpretava um príncipe na peça O Bruxo e a Rainha, da igreja Santa Terezinha. Foi no templo que conheceu Marco Nanini, ainda garoto. Os dois estudariam juntos tempos depois. 

Na juventude, precisou servir ao Exército, mas ficou três meses “quebrando pedra” e o restante em uma função burocrática. O período também marcou um encontro inusitado: “foi assim que sobrevivi ao Exército. E também porque o meu sargento era o Martinho da Vila, que me deixava chegar mais tarde e me liberava mais cedo para eu ir para a escola”.

A ARTE COMO PROFISSÃO 

Pedro Paulo Rangel entrou na escola de teatro em 1966, se deparando com “pessoas tão esquisitas quanto” ele, com um trecho de O Mártir do Calvário na prova de interpretação. Sua estreia profissional foi em Roda Viva, de Chico Buarque, dirigida por Zé Celso Martinez, em 1968. Num momento de ditadura militar , a peça foi alvo do CCC (Comando de Caça ao Comunista), e diante da ameaça à integridade dos atores, acabou saindo de cartaz. Zé Celso levou os atores para Galileu Galilei, e Pedro Paulo Rangel foi junto, vivendo o Pequeno Monge, personagem que tinha apenas uma cena. 

Em 1969, trabalhou pela primeira vez com Jô Soares, então diretor do espetáculo Romeu e Julieta. Tornou-se seu assistente de direção, e conviveu diuturnamente com ele por cerca de um ano Antes do início da década de 1970, ainda teve tempo de estrear na televisão, como um garçom na novela Super Plá, da TV Tupi, em 1969. Na emissora, também esteve, como outro garçom, em Toninho On The Rocks (1971). 

Nos anos seguintes, esteve em outros elencos de teatro como Tudo no Escuro, seu primeiro protagonista nos palco, O Beijo no Asfalto, Jorginho, o Machão, A Vida Escrachada de Joana Martini, Baby Stompanato e As Desgraças de uma Criança.

ESTREIA NA GLOBO 

O ano de 1972 marcou sua carreira: esteve na peça Castro Alves Pede Passagem, dirigida por Gianfrancesco Guarnieri. “Pedro Paulo Rangel, como cantor jovem, chega a ser de uma naturalidade extrateatral, de tão espontâneo. Os curtos diálogos do “cantor jovem” e Castro Alves são de uma naturalidade sem naturalismo e de teatralidade sem afetação”, dizia a crítica do Estadão à época. Visto pelo diretor Moacyr Deriquém, foi convidado trabalhar na Globo, emissora em que viveu os trabalhos pelos quais ficou mais conhecido ao longo da carreira. 

Mas PP ainda não tinha noção disso: “fazer televisão era absolutamente aviltante! Sentia-me totalmente vendido”. Após a porta de entrada por Bicho do Mato (1972), conseguiu algum destaque em Gabriela (1975), especialmente em uma cena de nu, quando seu personagem, Juca Viana, e Chiquinha (Cidinha Milan) eram flagrados na cama e jogados à rua sem roupas. 

Na Globo, esteve ainda em A Patota (1976), Saramandaia (1977) e O Pulo do Gato (1978). Gravou alguns Telecursos na TV Cultura e a novela Dinheiro Vivo (1979), de Mario Prata, na TV Tupi. No começo dos anos 1980, mais um novo trabalho com Jô Soares, desta vez na televisão, fazendo parte do elenco do Viva o Gordo. Mas o prestígio dos palcos ainda lhe atraía mais que o das telas. 

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Marcos André Andrade
Marcos André Andrade
Marcos André Andrade é formado em jornalismo pela Unesp e pós-graduado em Gestão da Comunicação em Mídias Digitais pelo Senac. No Grupo EP desde 2022, é editor do Tudo EP e foi repórter do acidade on Campinas. Tem passagens pela Band Campinas, Rádio Bandeirantes de Campinas e Rádio Band News de Campinas, onde desempenhou as funções de âncora, editor, produtor e repórter.

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