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Por que hotéis na Argentina e no Uruguai rejeitam Roger Waters?

Com entraves em relação à hospedagem nos países, músico continua em São Paulo enquanto faz shows no continente

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Em turnê pela América do Sul, Roger Waters enfrenta entraves em relação à estadia em alguns países. Após fazer shows em estádios brasileiros, o baixista que liderou a banda Pink Floyd tem como próximos destinos a Argentina e o Uruguai, com apresentações em Montevidéu na sexta-feira (17) e em Buenos Aires na próxima semana.

Porém, suas opiniões políticas sobre a Palestina e Israel têm feito com que hotéis nestes países rejeitem a sua hospedagem. De acordo com Roger Waters, “o lobby israelense” fez com que ele não conseguisse se hospedar nos dois países.

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“De alguma forma, esses idiotas do lobby israelense conseguiram cooptar todos os hotéis em Buenos Aires e Montevidéu e organizaram este boicote extraordinário baseado em mentiras maliciosas que têm contado sobre mim”, afirmou Waters em entrevista ao jornal Página 12. “Eles fazem isso porque acredito nos direitos humanos e falo abertamente sobre o genocídio do povo palestino. E vou continuar fazendo isso”, completou.

Segundo o músico, ele ficou sem lugar para se hospedar em Montevidéu e, por conta disso, precisou cancelar o encontro que teria com o ex-presidente do país, Pepe Mujica, nesta quinta-feira (16). 

 

 

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Conforme a publicação, o hotel em que Waters ficaria na capital do Uruguai recebeu um e-mail em que o presidente do Comitê Central Israelense do país, Roby Schindler, diz que o baixista é “misógino, xenófobo e antissemita” e que “se aproveita de sua fama de artista para mentir e vomitar seu ódio contra Israel e todos os judeus”. No texto, lê-se que o hotel, ao hospedá-lo, estaria, “mesmo que não queira”, propagando o “ódio que este homem exala” e “contribuindo para o aumento da judeofobia”.

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Roger Waters defendeu que “estas pessoas, os Roby Schindler deste mundo” tentam “silenciá-lo” por ele acreditar nos direitos humanos. “Trata-se de uma sociedade colonial que não impede nada, nem mesmo o assassinato em massa”, disse, acrescentando que “essa sociedade” quer “proclamar a sua supremacia sobre outros povos e outras religiões”. Segundo ele, “as pessoas do mundo têm que detê-los”.

Por conta dos hotéis na Argentina e no Uruguai rejeitarem Roger Waters, o músico continua em São Paulo enquanto faz shows no continente. Segundo ele, não houve nenhuma explicação para não conseguir se hospedar nos hotéis. “Eles simplesmente falam não têm quarto. E eu sei que, em Montevidéu, estão há semanas dizendo às pessoas, em todos os jornais, para não comprarem ingressos para o show”, disse. O artista afirma que sua apresentação “é muito política, muito frontal”.

“Estou ficando sem fôlego, já disse tudo o que poderia dizer. Espero que, no futuro, nossas vidas se cruzem para falarmos mais a fundo sobre música. Mas agora estou no meio de uma guerra. E não é a guerra contra mim que me importa, mas a carnificina de irmãos e irmãs em Gaza. É sobre isso que é importante falar hoje. Não os sentimentos do lobby israelita: eles merecem o nosso desprezo. E sim, estou profundamente zangado, isto é uma piada maluca e absurda, mas temos que fazer algo a respeito”, concluiu Waters. 

 

 

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Vitória Silva
Vitória Silva
Repórter no ACidade ON Campinas. Formada em Jornalismo pela Unesp, tem passagem pelos portais Tudo EP e DCI, experiência em gravação e edição de vídeos, produção sonora e redação de textos, com maior afinidade com temas que envolvem cultura e comportamento.

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