O humorista Léo Lins foi condenado pela 3ª Vara Criminal Federal a oito anos e três meses de prisão em regime fechado. A decisão veio a pedido do MPF (Ministério Público Federal). Além da pena, o comediante também precisará pagar uma multa equivalente a 1.170 salários mínimos (cerca de R$ 1,4 milhão), junto da indenização de R$ 303,6 mil. Mas afinal, o que motivou a sentença?
Por que Léo Lins foi condenado?
Léo Lins foi condenado devido à verbalização de discursos preconceituosos contra minorias, em um vídeo publicado no YouTube, em 2022. A gravação foi feita durante um show chamado “Leo Lins – PERTURBADOR”. Em agosto de 2023, o vídeo foi suspenso por decisão judicial, mas já contava com mais de três milhões de acessos.
No material, Lins proferia diversas declarações contra negros, idosos, obesos, indígenas, pessoas com HIV, nordestinos, judeus, evangélicos, pessoas com deficiência e pessoas LGBTQIA+.
LEIA TAMBÉM
Elden Ring: Nightreign é o multiplayer que o jogo precisava
Até quando vai o alistamento militar para nascidos em 2007?
A sentença do réu explica que o compartilhamento do conteúdo na internet, mesmo em tom de descontração ou diversão, atinge uma grande quantidade de pessoas.
“Ao longo do show, o réu admitiu o caráter preconceituoso de suas anedotas, demonstrou descaso com a possível reação das vítimas e afirmou estar ciente de que poderia enfrentar problemas judiciais”, explica o veredito.
Desta forma, a justiça também afirma que as falas de Lins “estimulam a propagação de violência verbal na sociedade e fomentam a intolerância”. Eles também complementam que a liberdade de expressão não é desculpa para a emissão de comentários preconceituosos e discriminatórios.
Defesa
De acordo com a nota enviada ao site Metrópoles, a defesa do comediante revela preocupação ao “ver um humorista condenado a sanções equivalentes às aplicadas a crimes como tráfico de drogas, corrupção ou homicídio, por supostas piadas contadas em palco”.
Além disso, a defesa também afirma manter confiança no Poder Judiciário e garante que vai recorrer da decisão.
LEIA MAIS
Madeleine McCann: por que a polícia retomou investigação?