A ‘Profecia dos Papas’, também conhecida como a profecia de São Malaquias, teria sido escrita no século XII, durante a visita do arcebispo irlandês São Malaquias a Roma. No documento, foram feitas previsões sobre o futuro dos papas.
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O que é e o que diz a profecia dos papas?
A profecia listava todos os papas até o fim dos tempos, mas só foi publicada no século XVI pelo monge beneditino Arnoldo Wion, em seu livro Lignum Vitae (1595). O fato de algumas previsões aparentemente coincidirem com a realidade fez com que o documento se tornasse objeto de estudo, mas também levantou muitas dúvidas sobre sua autenticidade.
São Malaquias de Armagh, nascido na Irlanda, foi uma figura de grande importância na Igreja Católica durante a Idade Média. Ele foi nomeado bispo de Connor em 1124 e, posteriormente, tornou-se arcebispo de Armagh, assumindo o cargo mais importante da Igreja Católica no país.
São Malaquias teria tido visões proféticas durante uma viagem à Itália, em 1139. Durante o tempo que passou no país, cerca de um mês, ele teria refletido sobre o futuro do papado e feito uma previsão sombria: o fim tanto do papado quanto do mundo.
Quem escreveu a profecia dos papas?
A profecia dos papas permaneceu desconhecida por quase quatro séculos até ser publicada pela primeira vez em 1595. O responsável por trazer essas previsões à luz foi o monge beneditino Arnoldo Wion, que as incluiu em seu livro Lignum Vitae.
O fato de a profecia ter sido publicada tanto tempo depois de sua suposta criação, e não pelo próprio São Malaquias, gerou dúvidas sobre sua autenticidade.
A profecia consiste em 112 frases curtas em latim, cada uma descrevendo características dos futuros papas, incluindo até mesmo antipapas. Veja as últimas três abaixo:
- “De Labore Solis” (“Do Trabalho do Sol”) – Este lema é associado ao papa João Paulo II. A interpretação geralmente menciona que João Paulo II nasceu durante um eclipse solar, o que alguns vêem como um paralelo literal. Além disso, ele viajou pelo mundo como “um sol que nunca para”, dada a intensidade de sua missão evangelizadora.
- “Gloria Olivae” (“A Glória da Oliveira”) – A frase é atribuída ao papa Bento XVI. O alemão escolheu seu nome papal em referência a São Bento, fundador da Ordem dos Beneditinos, um grupo monástico com ligações simbólicas à paz. Esse lema é interpretado como uma referência indireta ao papel pacífico e intelectual que Bento XVI representou.
- “Petrus Romanus” (“Pedro Romano”) – Este seria o último papa na lista. O lema não corresponde a um papa específico, mas sim ao papa que governaria durante um período de grandes problemas e que, segundo a profecia, “alimentaria suas ovelhas entre muitas tribulações, após o que a cidade das sete colinas (Roma) será destruída, e o terrível Juiz julgará seu povo”.
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