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Mulheres que inspiram: Sônia Guimarães é a primeira doutora negra em física no Brasil

Física, inventora e professora, Sônia Guimarães se tornou um exemplo para as mulheres que querem seguir carreira na área de exatas

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Uma mulher apaixonada pela ciência, Sônia Guimarães é a primeira doutora negra em física no Brasil. Professora, inventora e física, ela tem uma trajetória que fez com que se tornasse uma referência de determinação e resistência para outras mulheres. 

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Sônia começou a quebrar barreiras ainda jovem: quando foi aprovada em física na UFSCAR (Universidade Federal de São Carlos), ela se tornou a primeira da família a ingressar no ensino superior. Mas os obstáculos ainda seriam muitos, uma vez que dos 50 alunos de sua classe, apenas cinco eram mulheres. 

Logo no segundo ano do curso, a física encontrou seu amor pela física moderna e, a partir daí, começou a traçar seu espaço na Academia. Após a conclusão de sua graduação, Sônia iniciou um mestrado em física aplicada na USP (Universidade de São Paulo) e, depois, ingressou em um doutorado em materiais eletrônicos na UMIST (University of Manchester Institute of Science and Technology), na Inglaterra.  

 

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PIONEIRA
Em 1993, Sônia começou a lecionar no ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) de São José dos Campos. Na época, a física era a única negra e novamente uma das poucas mulheres no campus. A instituição só passaria a aceitar o ingresso de alunas três anos depois e, mais tarde, chegaria a até mesmo expulsar Sônia da instituição. 

“Eu fui expulsa do ITA por mais de 10 anos. O vice-reitor disse quem está te perseguindo não quer mais saber de você aqui, vai embora. Eu fui para o Instituto de Aeronáutica e Espaço. Quer saber o que fiz lá? Eu inventei uma técnica para produzir sensores de radiação infravermelha, que mostram para o míssil como ele vai atacar o avião”, conta a física. 

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LUTA POR IGUALDADE
Especialista em física aplicada, com pesquisas sobre semicondutores e desenvolvimento de sensores de calor, a mulher também atua na luta contra a discriminação de gênero e o racismo. 

Um exemplo para todas, ela participa de projetos de educação que buscam incentivar meninas a trilharem seus próprios caminhos nas áreas de ciências exatas, empreendedorismo e revolução digital. 

Hoje, a palavra que define a luta dessa mulher cientista é “resistência”. Foi lutando contra as adversidades que ela conquistou diversos prêmios e se tornou conhecida em lugares em que nunca foi na vida. Para as futuras físicas seu conselho é “jamais desista”. 

 

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Larissa de Morais
Larissa de Morais
Formada pela Universidade São Francisco, é repórter no acidade on | EPTV Campinas. No Tudo EP, site de entretenimento da EPTV, foi repórter, assistente de mídias digitais e estagiária de jornalismo. Com passagem por sites de entretenimento e jornalismo independente, tem experiência em redação de material jornalístico para editorias de diferentes segmentos de hard e soft news e em produção de conteúdo para a internet.

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