O clássico mais antigo do futebol brasileiro já foi disputado em 204 oportunidades, com 69 vitórias do Guarani, 67 da Ponte Preta, 67 empates e um resultado desconhecido. Os números são bem claros para todos, mas o que poucos sabem é que o Bugre está à frente há mais de 100 anos no retrospecto geral. Pois é, apesar do equilíbrio, a Macaca nunca conseguiu ultrapassar o rival desde quando o Guarani tomou a dianteira.
O único momento da Ponte Preta à frente do Guarani foi entre os anos de 1912 e 1915, quando abriu 2 a 0 de vantagem nos dois primeiros jogos entre eles. Depois, viu o rival ultrapassar e nunca mais ceder o posto. Os dois triunfos da Macaca foram válidos pelo Campeonato Campineiro.
A maior diferença no número de vitórias entre eles foi na década de 50, quando o Guarani chegou ao 40º triunfo e perdeu apenas 29 vezes. A Macaca foi reagindo com o passar do tempo e poderia ter empatado em 1984, quando ficou seis anos sem perder do rival, tendo vencido oito vezes nesse período. No entanto, o Bugre reagiu e impediu a igualdade com um triunfo por 3 a 1.
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Entre a década de 80 e 90, a Ponte Preta ficou perto de empatar no número de vitórias em mais duas oportunidades, mas o Guarani sempre respondeu na “hora H”.O filme se repetiu recentemente. No dia 19 de junho de 2021, no estádio Brinco de Ouro, pelo Campeonato Brasileiro da Série B, a Ponte Preta teve mais uma oportunidade de igualar o retrospecto, mas acabou sendo derrotada por 1 a 0, com gol de Régis, aos 41 minutos do primeiro tempo.
Com isso, o Guarani mantém a escrita até os dias atuais, mas a situação pode mudar em 2023. O dérbi acontecerá, ao menos, duas vezes, pela Série B do Campeonato Brasileiro. Caso a Ponte Preta vença ambas as partidas, empatará no retrospecto.
No momento, ambos os times campineiros estão classificados para jogar a Copa do Brasil de 2023. Ou seja, caso o sorteio e o destino permitam, ainda mais jogos entre os dois poderão ocorrer na próxima temporada. Eles não se enfrentarão no Paulistão, pois a Ponte Preta acabou rebaixada para a Série A2 de SP.
“Quando assumi a presidência, se não me falha a memória, a vantagem no retrospecto era de uma vitória. O Conselho de Administração tinha total convicção da responsabilidade de manter essa hegemonia, que dura mais de 100 anos. Sempre passamos aos jogadores a importância do clássico. Acredito que somando a força da maior torcida e o peso da camisa campeã brasileira, esse retrospecto positivo irá perdurar por mais, no mínimo, 100 anos”, apostou o presidente do Guarani, Ricardo Moisés.