Em 2022, os estrangeiros estão fazendo sucesso no futebol brasileiro, a exemplo de Cano (Fluminense), Arrascaeta (Flamengo), Calleri (São Paulo), Gustavo Gómez (Palmeiras), além do próprio técnico Abel Ferreira (Palmeiras). No entanto, a busca por jogadores ou treinadores gringos já é antiga e fez parte da história de Guarani e Ponte Preta.
Diante disso, fizemos uma seleção do dérbi campineiro apenas com jogadores estrangeiros. Alguns passaram com destaque por Ponte e Guarani, outros geraram apenas muita expectativa.
Veja o time escolhido:
Goleiro: Juan Miguel Pérez (Guarani)
O paraguaio jogou no Guarani em 1970, depois de conquistar o Torneio Roberto Gomes Pedrosa e a Taça Brasil pelo Palmeiras em 1967. Teve o melhor momento da carreira no Sport, onde é considerado um dos maiores goleiros da história do clube pernambucano. Faleceu em 2014, vítima de um câncer intestinal.
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Lateral-direito: Advíncula (Ponte Preta)
Com mais de 90 jogos pela seleção do Peru, Advíncula chegou na Ponte Preta com muita expectativa, mas não rendeu o esperado. Fez apenas seis partidas pela Macaca e chegou a ser afastado do elenco.
Zagueiro: Gritta (Guarani)
Hector Gritta foi o primeiro estrangeiro a vestir a camisa do Guarani. O argentino ainda fez boa parte da carreira no América-RJ e no Vélez Sarsfield-ARG.
Zagueiro: Raul Dias (Ponte Preta)
A Ponte Preta foi a primeira equipe do interior de São Paulo a ter um jogador estrangeiro. O escolhido foi o zagueiro uruguaio Raul Dias. Ele disputou cinco clássicos, com duas vitórias, duas derrotas e um empate.
Lateral-esquerdo: Pablo Armero (Guarani)
Chegou no Guarani após passagem, com sucesso, pelo Palmeiras, América de Cali e Udinese. Era presença marcante na seleção da Colômbia, mas não brilhou no time bugrino. Fez apenas três jogos.
Volante: Cabreira (Ponte Preta)
Chegou na Ponte Preta junto com o zagueiro Raul Dias. Também nasceu no Uruguai, mas não teve uma passagem tão marcante quanto a de seu compatriota.
Meia: Jovicevic (Guarani)
Em 2000, o croata Jovicevic, campeão mundial com o Real Madrid, foi contratado pelo Guarani com muita euforia, mas não respondeu. Vestiu a camisa bugrina em três partidas e deu uma assistência.
Meia: Luis Ramírez (Ponte Preta)
O peruano chegou à Ponte Preta emprestado pelo Corinthians. Fez 28 jogos e anotou dois gols, um deles em uma belíssima cobrança de falta. Passou ainda pelo Botafogo antes de voltar a atuar em seu país.
Atacante: Braian Samudio (Guarani)
O paraguaio jogou no Guarani em 2017, com uma passagem considerada positiva. Foram 26 jogos e sete gols marcados. Rodou ainda pelo futebol da Turquia, México e Paraguai.
Atacante: Jesus Villalobos (Guarani)
O peruano é um dos estrangeiros que fez mais sucesso em Campinas. É o nono artilheiro da história do Guarani com 87 gols marcados. Ficou no Bugre entre os anos de 1955 e 1958, até se transferir para o Fluminense.
Atacante: Darío Gigena (Ponte Preta)
O argentino é um dos “queridinhos” dos torcedores da Macaca. O sucesso se dá pela atuação majestosa em um dérbi campineiro. Na ocasião, a Ponte venceu por 3 a 1, em pleno Brinco de Ouro, com três gols do atacante. No total, foram 23 jogos e sete gols.
Treinador: Armando Renganeschi (Guarani/Ponte Preta)
É considerado um ídolo campineiro e, em sua homenagem, há uma rua em Campinas com seu nome. Teve três passagens pelo Guarani, tendo participado de nove dérbis, um deles a goleada por 6 a 0. Do lado da Ponte, disputou apenas dois clássicos, que terminaram empatados. Morreu aos 70 anos, vítima de uma parada cardiorrespiratória.