O terremoto que atingiu a Turquia e a Síria, matando mais de 1.500 nesta segunda-feira (6) provocou reações em atletas de todo o mundo que atuam nos países. A central Ana Beatriz Corrêa, medalhista olímpica pela seleção brasileira de vôlei, viveu de perto o horror causado pela tragédia.
Bia joga no Kuzeyboru, na cidade turca de Aksaray, e precisou deixar o prédio onde mora durante os tremores. Contudo, o lugar não sofreu grandes danos, uma vez que a magnitude foi menor que em cidades nas redondezas de Gaziantepe, epicentro do terremoto.
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“Era umas 4h20 da madrugada, eu acordei e estava balançando. Eu não entendi bem o que estava acontecendo, meio perdida. Parou, eu peguei o telefone e perguntei em um grupo se estava tudo bem. Teve uma segunda vez e pediram para a gente sair do prédio, ficar dentro dos carros. Estava nevando bastante, passou uns 40 minutos mais ou menos e falaram para a gente voltar para o prédio que estava tudo bem”, Bia relatou em vídeo publicado no Instagram.
A jogadora ainda afirmou que todos ficaram muito preocupados e que ficou assustada quando o prédio foi evacuado pela segunda vez. “Vi no grupo as meninas falando, preocupadas com família, amigos. Quando fui ver, foi uma intensidade bastante forte. Na nossa cidade foi escala 6.0 ou 5.8, mas onde foi mais forte morreram pessoas, caíram prédios. É uma situação que deixou todos bem preocupados. Na segunda vez que pediram para sair, deu bastante medo. Nossa cidade aqui está tudo bem, mas tem outras que a situação foi bem grave. Obrigado pelas mensagens e preocupação”, completou a central.
Segundo a imprensa turca, um time de vôlei da segunda divisão do país estava em um hotel que desabou na Anatólia e pelo menos três atletas foram resgatados. Há ainda relatos de que 14 jogadoras de um time feminino, também da segunda divisão nacional, estavam em um prédio que desabou.
JOGADORES DE FUTEBOL SE MANIFESTAM
O volante Souza, ex-jogador do Vasco, Grêmio e São Paulo, também se manifestou nas redes sociais. Atualmente, o atleta joga no Besiktas, time com sede em Istambul. “Estamos bem, mas infelizmente o estrago foi grande, e o país está em alerta”, escreveu. O meio-campista também fez um apelo, incentivando a doação de sangue para necessidades adicionais que possam ocorrer nas regiões mais atingidas pelo fenômeno natural.
O ex-meia Alex, ídolo do Fenerbahçe e hoje técnico do Avaí, não está na Turquia, mas prestou seu apoio ao país. “Fique bem logo, Turquia. Compartilho com vocês toda a dor causada pelo terremoto. Deixo aqui minhas condolências aos falecidos e desejo uma melhora rápida aos feridos”, publicou em seu perfil no Instagram.
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*Sob supervisão de Marcos Andrade