Um ex-jogador do São Paulo Futebol Clube foi preso no dia 20 de junho, em Greenbrier, na Virgínia Ocidental, nos Estados Unidos. O atleta aposentado também tem passagens por clubes da MLS (Major League Soccer), liga norte-americana de futebol, e pelo Azerbaijão.
Qual ex-jogador do São Paulo foi preso nos Estados Unidos?
Marcelo Silveira Saragosa, de 43 anos, foi preso nos Estados Unidos, acusado de agressão sexual em primeiro grau, de acordo com informações da emissora WVVA. Nenhum veículo divulgou mais detalhes sobre as acusações.
O ex-jogador foi encaminhado à Cadeia Regional Sul e pode pagar a fiança de US$ 50 mil, relativa a um dos supostos crimes. Entretanto, outras acusações não dão direito ao pagamento de fiança.
Quem é Marcelo Saragosa?
Marcelo Saragosa começou a carreira nas categorias de base do São Paulo e virou profissional no clube, em 2003. No ano seguinte, foi emprestado ao Paulista de Jundiaí e seguiu para o Los Angeles Galaxy dos Estados Unidos. O ex-jogador seguiu em clubes norte-americanos até 2010, quando foi para o Azerbaijão, retornando a times da MSL em 2012.
Como funcionava suposta fraude em salários de jogadores de futebol?
A Polícia Civil divulgou nesta terça-feira (24) detalhes de uma operação contra uma organização criminosa que atuava em quatro estados e fraudava o pagamento de salários de jogadores de futebol. Segundo as investigações, atletas de futebol da Série A do Campeonato Brasileiro foram vítimas do esquema, entre eles Gabigol, do Cruzeiro, e Walter Kannemann, do Grêmio.
A fraude era articulada a partir da produção de documentos falsificados com os nomes dos atletas. Com esses documentos, os criminosos entravam em contato com instituições financeiras e solicitavam a transferência dos salários dos jogadores, desviando os valores das contas legítimas para contas controladas pela quadrilha.
A investigação, iniciada em janeiro deste ano, foi batizada de “Falso 9”. A apuração começou após uma denúncia anônima de um banco que apontou irregularidades nas operações de portabilidade da folha de pagamento dos atletas profissionais. O esquema desviou mais de R$ 1 milhão, as autoridades conseguiram recuperar R$ 135 mil até o momento.
Em comunicado, a Polícia Civil afirmou que, após a transferência, o grupo movimentava o dinheiro entre diversas contas, dificultando o rastreamento e a identificação da origem dos recursos.
“Assim que os valores eram recebidos, os golpistas transferiam o dinheiro para outras instituições financeiras, compravam produtos e serviços ou faziam saques em caixas eletrônicos, dificultando o rastreamento e a recuperação dos valores”, disse o comunicado.
Cinco pessoas foram presas — duas em Curitiba e três em Rondônia — suspeitas de envolvimento em organização criminosa. Elas são acusadas de fraude eletrônica, uso de falsa identidade, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e falsificação de documentos. A pena prevista para os crimes pode chegar a até 33 anos de prisão.
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