- Publicidade -

Armas nucleares podem ser salvação da cúpula entre Biden e Putin

compartilhar

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Razão última pela qual reuniões de cúpula entre presidentes americanos e russos são objeto de atenção mundial, as armas nucleares podem ser a tábua de salvação do encontro de Joe Biden com Vladimir Putin nesta quarta (16).

Os líderes farão a primeira reunião com Biden como presidente em Genebra (Suíça). Um cardápio indigesto de temas já foi adiantado por ambos em entrevistas, com o reforço de que ninguém vai mudar de posição e que avanços são altamente improváveis.

- Publicidade -
- Publicidade -

Entram nessa lista a guerra civil na Ucrânia, o apoio russo à ditadura em Minsk, a opressão do Kremlin aos opositores domésticos como Alexei Navalni.

Biden já disse que vai riscar “linhas vermelhas”, algo que seu ex-chefe Barack Obama tentou com Putin na Síria, só para ser humilhado. E o russo disse que as diferenças são claras.

Sobram assuntos menores, como a retomada de atividades diplomáticas de lado a lado e talvez algum debate sobre o futuro da guerra civil no país árabe. E as armas nucleares.

O primeiro gesto de política externa de Biden foi estender por cinco anos, como queria Putin, o último tratado vigente de limitação de armas nucleares. O antecessor do americano, Donald Trump, havia retirado os EUA de dois outros acordos e queria deixar o Novo Start caducar.

- Publicidade -
- Publicidade -

Biden reverteu o último ponto e agora há espaço para negociar novos limites, regimes de inspeção e talvez até incluir armas mais sofisticadas como os mísseis hipersônicos desenvolvidos pela Rússia.

“Nós instamos os líderes a aproveitar a oportunidade e fazer progresso significativos para reduzir arsenais e rumar à adesão ao Tratado de Proibição de Armas Nucleares”, afirmou Beatrice Fihn, diretora-executiva da Campanha Internacional pela Abolição de Armas Nucleares (Ican, na sigla inglesa).

- Publicidade -

Ela e uma sobrevivente do ataque atômico a Hiroshima em 1945 receberam, em 2017, o Prêmio Nobel da Paz concedido à Ican. Mas sua visão é otimista, sendo confrontada pela realpolitik: não se espera que os donos de 90% das armas nucleares do planeta vão renunciar a seus arsenais.

“O risco do uso de armas é maior hoje do que na Guerra Fria”, disse Fihn. “O único modo de eliminar o risco é eliminar as bombas”, completou.

Em relatório divulgado esta semana, o Instituto Internacional da Paz de Estocolmo afirmou que tanto russos como americanos ampliaram em cerca de 50 ogivas seus arsenais em 2020.

- Publicidade -

“No ano passado, EUA e Rússia gastaram juntos US$ 45,5 bilhões desenvolvendo e mantendo seus arsenais”, afirmou a ativista.

Para ela, seria importante coibir as novas formas de emprego da bomba. “A expansão qualitativa é tão perigosa quanto o aumento dos números de ogivas, e nós vimos como essas tecnologias emergentes podem aumentar o riso de uso das armas”, disse Fihn.

Seja como for, ambos os líderes pretendem capitalizar o embate suíço.

Biden poderá aparecer como alguém firme, o que pega bem em casa e é notado pelos rivais em Pequim, e Putin fará o mesmo ante sua audiência doméstica -fora que a hostilidade de um americano que já o chamou de assassino pode ser usada para justificar repressão à oposição apoiada pelos EUA.

Biden chegou nesta terça (15) a Genebra, onde se encontrou com autoridades suíças. Disse que “sempre estou pronto”, ao ser questionado sobre a beligerância previsível na reunião.

Na véspera, ele havia dito que não buscava um conflito com a Rússia, mas que o país precisa ser responsabilizado por ações agressivas. Ele falava em Bruxelas, onde se encontrou a cúpula da Otan, a aliança militar ocidental demonizada por Putin.

O comunicado final do encontro, que incluiu pela primeira vez a China como uma preocupação estratégica do clube, manteve Moscou como a principal ameaça à segurança dos Estados-membros.

Putin deverá chegar pela manhã, e o encontro começará às 13h (8h em Brasília) no histórico palacete Villa La Grange, no parque homônimo, quase em frente ao famoso jato d’água do lago Genebra e não muito distante da Villa Diodati, palco da famosa competição etílico-literária patrocinada por lorde Byron em 1818, da qual nasceu o “Frankenstein” de Mary Shelley.

A segurança envolve quase 4.000 policiais e militares, e o formato da cúpula reflete o clima entre os dois presidentes, o pior desde a Guerra Fria entre Moscou e Washington.

Não haverá almoço e as conversas vão durar de quatro a cinco horas, presenciadas na maior parte do tempo pelo secretário de Estado, Antony Blinken, e pelo chanceler Serguei Lavrov, assessorados pela tropa usual de intérpretes.

Ambos os líderes serão recebidos pelo presidente suíço, Guy Parmelin, que irá deixá-los na biblioteca do palacete.

Será a trigésima reunião entre ocupantes da Casa Branca e do Kremlin desde que os países tomaram rumos rivais ao fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945, após terem lutado juntos contra o Eixo.

O encontro mais recente foi em outro país com fama de neutro, a Finlândia, em 2018. Nele, Trump impressionou negativamente os EUA ao aceitar a negativa de Putin de que teria havido influência de hackers russos na eleição americana de 2016 -em favor do republicano.

- Publicidade -
Mídias Digitais
Mídias Digitaishttps://www.acidadeon.com/
A nossa equipe de mídias digitais leva aos usuários uma gama de perspectivas, experiências e habilidades únicas para criar conteúdo impactante., com criatividade, empatia e um compromisso com a ética e credibilidade.

Leia mais

EP Games: público defende os jogos de tabuleiro como forma de conexão

Na Área de Board Games, visitantes da EP Games podem conferir jogos de tabuleiro para aproveitar tanto com os amigos quanto com a família

EP Games: gORDOx fala sobre a relevância dos eSports

gORDOx conversou com o acidade on Campinas durante sua participação no EP Games, nesta sexta-feira (16)

EP Games: público do festival revela qual jogo ‘salvaria’ em um apocalipse zumbi

Entre os games preferidos dos visitantes do EP Games estão “The Last of Us” e “Minecraft”; confira

- Publicidade -

- Publicidade -